Como Halloween (2018) quebrou recordes de bilheteria e criou a maldição de Michael Myers

O legado-sequel da Blumhouse se tornou o filme slasher mais rentável de todos os tempos, mas seu sucesso meteórico e as duas sequências encerraram a história de forma definitiva, forçando o próximo reboot a ser "totalmente novo".

PRA RESUMIR

  • Halloween (2018) arrecadou mais de US$ 255 milhões globalmente, tornando-se o filme slasher de maior bilheteria de todos os tempos e quebrando um recorde que durava 18 anos.

  • O sucesso foi impulsionado pelo retorno de Jamie Lee Curtis e pela redefinição do cânone da franquia, funcionando como uma sequência direta do filme original de 1978.

  • Apesar do sucesso, as sequências Halloween Kills e Halloween Ends encerraram a saga de Michael Myers, forçando a próxima iteração da franquia a buscar um conceito totalmente novo, o que estabelece um desafio criativo e de bilheteria.

Em 2018, Halloween, dirigido por David Gordon Green e produzido pela Blumhouse e Universal Pictures, não foi apenas um revival da icônica franquia — foi uma tempestade perfeita que reescreveu a história do cinema de terror. O filme estreou com US$ 76 milhões de bilheteria doméstica, um feito que o tornou imediatamente o mais rentável de toda a saga. Ao final de sua exibição, arrecadou mais de US$ 255 milhões globalmente.

Com esse número colossal, Halloween (2018) se consolidou como o filme slasher de maior bilheteria de todos os tempos, quebrando um recorde que durava 18 anos.

O sucesso foi uma conjunção de fatores: o retorno de Jamie Lee Curtis como Laurie Strode após 16 anos, a decisão de apagar a continuidade de todas as sequências anteriores (retornando à trama do filme original) e um momento de ouro nas bilheterias. Diferente da maioria dos slashers clássicos dos anos 80, que eram feitos de forma barata, Halloween atingiu uma estratosfera completamente diferente de seus concorrentes. Apenas Scream e Scream VI se aproximaram desses números, tornando o recorde de Michael Myers altamente improvável de ser superado.

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A maldição do sucesso

No entanto, o fenômeno de 2018 criou um dilema. Como é comum após um sucesso estrondoso no terror, a Blumhouse lançou duas sequências: Halloween Kills (2021) e Halloween Ends (2022). Embora ambos tenham ultrapassado US$ 100 milhões globalmente (mesmo com lançamentos simultâneos em streaming), o título Halloween Ends encerrou de vez a história, aposentando Michael Myers e Laurie Strode.

O problema é que o sucesso de 2018 se baseou no "grande retorno" e na "sequência direta do filme original". Para o próximo reboot da franquia, que a Miramax já está planejando como uma série de TV, a estratégia não pode ser repetida. O Halloween de 2018 criou expectativas altíssimas de bilheteria, mas ao mesmo tempo forçou a série a se impulsionar para "algo totalmente novo" em seu próximo revival.

Para o gênero de terror, o sucesso de Halloween gerou uma onda de revivals (legacy sequels), influenciando franquias como O Massacre da Serra Elétrica, Eu Sei O Que Você Fez no Verão Passado e Candyman a tentar repetir a fórmula de limpeza de cânone e retorno de estrelas.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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