Acionista exige "reavaliação fundamental" na Square-Enix e ataca má gestão

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A 3D Investment Partners, terceira maior acionista da empresa, divulgou um relatório de 100 páginas criticando as vendas baixas e a deterioração do poder de ganho, apontando a exclusividade de plataformas e a dependência do Japão como grandes falhas estratégicas.

PRA RESUMIR

  • A 3D Investment Partners, terceira maior acionista da Square Enix, divulgou um relatório de 100 páginas criticando a deterioração do poder de ganho e a gestão da empresa, solicitando uma "reavaliação fundamental" do plano estratégico.

  • O acionista acusa a Square Enix de ter margens de lucro estagnadas devido à exclusividade de plataformas, custos excessivos de desenvolvimento e dependência do mercado japonês, falhando em competir com a Capcom e Konami.

  • A crítica ocorre em um momento de fragilidade, com o CEO sob pressão, demissões em massa em curso e a empresa admitindo que jogos como Final Fantasy 16 e Final Fantasy 7 Rebirth tiveram vendas iniciais abaixo do esperado.

A Square Enix está sob ataque direto de um de seus maiores acionistas. A 3D Investment Partners, uma empresa de investimentos de Singapura que detém 14,36% da Square Enix, divulgou um documento crítico de 100 páginas pedindo uma "reavaliação fundamental do plano de gestão de médio prazo" da gigante dos games. A ação veio à público após a insatisfação do investidor com a resposta do CEO Takashi Kiryu à sua análise inicial.

O relatório, embora reconheça a Square Enix como uma "desenvolvedora japonesa de destaque" com títulos de renome mundial como Final Fantasy e Dragon Quest, aponta uma "deterioração significativa do poder de ganho". A 3D Investment Partners argumenta que o plano de gestão atual é insuficiente para reverter o cenário.

Entre as principais acusações, a empresa de investimentos destaca:

  1. Margens de lucro estagnadas e vendas de jogos em declínio.

  2. Falhas como a exclusividade de plataforma (que limitou o alcance de vendas de títulos como Final Fantasy 16), baixo retorno sobre despesas de publicidade e custos excessivos de desenvolvimento.

  3. Dependência excessiva do mercado doméstico japonês e falha em crescer globalmente, especialmente em comparação com concorrentes como Capcom e Konami.

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Apesar de a Square Enix já estar buscando soluções — como a estratégia multiplataforma agressiva e o port de Final Fantasy 16 para Xbox —, o relatório ativista critica a estratégia de "Reboots" da empresa e uma "falta de sinergia" em seu conteúdo cross-media (filmes e animes). A crítica se baseia em um momento delicado: a Square Enix admitiu que Final Fantasy 16 e Final Fantasy 7 Rebirth não atenderam às expectativas de vendas iniciais.

O acionista ativista busca apoio externo e o documento sugere uma intenção velada de destituir Takashi Kiryu do cargo de CEO. As críticas surgem em meio a um plano de "reestruturação fundamental" da Square Enix, que inclui demissões em massa nos times de desenvolvimento "no exterior" e a meta ambiciosa de usar IA generativa para realizar 70% do trabalho de QA até 2027.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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