Build A Rocket Boy demite cerca de 170 funcionários em meio a acusações de espionagem e sabotagem
Após reduzir seu quadro para apenas 80 colaboradores, o estúdio de MindsEye enfrenta processos judiciais pelo uso de software de monitoramento e críticas severas de veteranos da indústria sobre sua cultura de crunch e gestão traumática.

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PRA RESUMIR
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A Build A Rocket Boy (BARB) vive um dos momentos mais turbulentos de sua história. Apenas alguns dias após lançar uma atualização para MindsEye focada em "sabotadores", o estúdio foi atingido por uma nova e massiva rodada de demissões. De acordo com um relatório da Kotaku, cerca de 170 funcionários foram desligados, o que deixaria a empresa com um contingente de apenas 80 trabalhadores. A confirmação do corte veio através de diversos agora ex-colaboradores no LinkedIn e Discord, incluindo o designer técnico líder James Tyler, o designer de áudio Tom Cross e o gerente de marketing digital George Jons-Clothier.
Essa reestruturação ocorre em um cenário de graves acusações e teorias conspiratórias. Em março, o CEO Mark Gerhard já havia promovido demissões, culpando "fatores operacionais" e alegando a existência de "espionagem organizada e sabotagem corporativa" afetando o desenvolvimento de MindsEye.
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Gerhard afirmou possuir evidências que levariam o caso à justiça, uma postura duramente criticada por nomes como Nic McConnell, da Riot Games, que classificou o uso dessas teorias ao anunciar demissões como desrespeitoso com o sustento dos trabalhadores.
Para agravar a situação, o sindicato IWGB (Independent Workers’ Union of Great Britain) moveu um processo judicial contra o estúdio no mês passado. A ação alega que a liderança da Build A Rocket Boy espionava seus próprios funcionários através do software de monitoramento Teramind, ferramenta que só teria sido removida após uma queixa coletiva assinada por 40 membros da equipe. Veteranos como o animador líder Chris Wilson e o analista líder Ben Newborn também se manifestaram, descrevendo experiências traumáticas no projeto e uma cultura de crunch (trabalho excessivo) já institucionalizada na empresa.
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
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