Série EA Sports College Football enfrenta sério risco de cancelamento nos próximos anos

Relatos internos apontam que custos elevados com licenciamento e queda no interesse do público podem encerrar a franquia precocemente.

PRA RESUMIR

  • Fontes ligadas à Electronic Arts indicam que a franquia pode não receber novos títulos nos próximos cinco anos.
  • O custo para incluir atletas reais saltou de US$ 7 milhões em 2024 para quase US$ 20 milhões em College Football 27.
  • O fracasso financeiro do modo Ultimate Team e a forte rejeição às microtransações no modo single-player agravaram a crise.

Após um retorno triunfal em 2024 que parecia ter revivido o brilho do futebol americano universitário nos videogames, a franquia EA Sports College Football pode estar com os dias contados. De acordo com informações obtidas por Mike Straw, do portal Insider Gaming, diversas fontes internas expressaram sérias dúvidas sobre a continuidade da série. Embora a EA não pretenda interromper o desenvolvimento de imediato, o cenário atual sugere que a empresa pode deixar de lançar novos capítulos dentro de um ciclo de cinco anos.

A queda no desempenho comercial é o principal sinal de alerta. Enquanto o aclamado EA Sports College Football 25 competiu diretamente com gigantes como Call of Duty: Black Ops 6, as edições subsequentes, incluindo o recente College Football 27, não conseguiram manter o mesmo fôlego nos rankings de vendas. O descontentamento interno é evidente: 'Não somos o FC nem o Madden. Não geramos o mesmo dinheiro que eles e todos sabem disso', afirmou uma das fontes, destacando o medo de que a Electronic Arts decida focar apenas em suas marcas mais lucrativas e descartar o restante.

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Outro fator determinante para essa instabilidade são os custos de produção, especialmente o licenciamento de atletas através do sistema NIL (Name, Image, Likeness). Se no lançamento da série em 2024 a EA pagava cerca de US$ 600 por jogador, os valores escalaram drasticamente para US$ 1.500 por atleta em College Football 27, totalizando um investimento de quase US$ 20 milhões apenas em pagamentos para os jogadores, sem contar as taxas para universidades e estádios.

Para tentar compensar esses gastos, a editora buscou novas formas de monetização, mas enfrentou barreiras críticas. O modo Ultimate Team, tradicional mina de ouro em outros títulos esportivos, foi considerado um fracasso interno por não atingir as metas de receita. Além disso, a tentativa da EA de inserir microtransações nos modos para um jogador em College Football 27 gerou uma reação negativa tão intensa da comunidade que a empresa foi forçada a remover os recursos, admitindo posteriormente que 'errou o alvo'. Sem uma estratégia de monetização sustentável e com custos de desenvolvimento em ascensão, o futuro da bola oval universitária permanece incerto até o fim desta década.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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