Nintendo quebra o silêncio sobre polêmica com o jogo Dispatch

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Após críticas de jogadores sobre o bloqueio de conteúdo adulto no Switch, a gigante japonesa se defende e joga a responsabilidade para a AdHoc Studio.

PRA RESUMIR

  • A Nintendo afirmou que apenas sinaliza conteúdos que violam suas diretrizes, mas que a implementação técnica da censura é responsabilidade total da AdHoc Studio.

  • A polêmica gira em torno de cenas de nudez frontal e gestos ofensivos que foram cobertos por barras pretas obrigatórias na versão para Switch e Switch 2.

  • Especula-se que a censura global tenha sido adotada para cumprir as regras do órgão japonês CERO sem a necessidade de produzir versões distintas do jogo para diferentes regiões.

A polêmica envolvendo a versão de Dispatch para os consoles da Nintendo ganhou um novo capítulo. Após a AdHoc Studio revelar que precisou "adaptar elementos" para lançar o game na eShop, a própria Nintendo decidiu se manifestar. Em comunicado enviado à IGN, a empresa foi categórica ao afirmar que exige que todos os títulos em suas plataformas passem por avaliações de organizações independentes e sigam diretrizes rígidas, mas negou ser a responsável direta pelas alterações nos arquivos dos parceiros.

O ponto crucial da defesa da Nintendo é a autonomia técnica: a empresa sinaliza quando um conteúdo fere suas normas, mas não faz alterações manuais no código ou na arte dos jogos. Na prática, isso significa que a decisão de implementar as barras pretas permanentes em cenas de nudez e gestos obscenos partiu da própria desenvolvedora para garantir a aprovação do lançamento. Enquanto jogadores em outras plataformas podem escolher entre esconder ou exibir o humor adulto, os donos de Switch ficaram presos a uma versão podada, o que gerou discussões acaloradas sobre dois pesos e duas medidas, citando exemplos como The Witcher 3, que mantém sua nudez intacta no console.

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Especialistas apontam que o verdadeiro "vilão" da história pode ser a CERO, a rigorosa comissão de classificação do Japão. Como a eShop costuma utilizar uma versão única global para muitos títulos independentes, a AdHoc pode ter optado por censurar o jogo no mundo inteiro para evitar os custos de criar e manter uma versão separada exclusiva para o mercado japonês — como fez a CD Projekt com Cyberpunk 2. Até o momento, o cenário sugere que a viabilidade econômica do estúdio pesou mais do que a liberdade criativa da obra original.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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