Aprovação final sela a bilionária compra da Electronic Arts pelo fundo PIF
A gigante dos games deixará de ter capital aberto e passará ao controle privado em agosto de 2026 após o sinal verde global dos órgãos reguladores.

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PRA RESUMIR
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Em um movimento que redefine o cenário da indústria global de entretenimento, a Electronic Arts (EA) confirmou oficialmente que sua aquisição pelo fundo soberano da Arábia Saudita, o Public Investment Fund (PIF), em conjunto com a Affinity Partners e a Silver Lake, recebeu todas as aprovações regulatórias finais. O anúncio, protocolado junto à Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos, marca o fim de uma era para a editora de franquias como EA Sports FC, The Sims e Battlefield.
O fechamento da transação está agendado para o dia 4 de agosto de 2026. A partir desta data, a Electronic Arts deixará de ter suas ações listadas em qualquer bolsa de valores, tornando-se uma empresa de capital fechado. A estrutura de propriedade final terá o PIF como acionista majoritário com 93,4% de participação, enquanto a Silver Lake deterá 5,5% e a Affinity Partners os 1,1% restantes. O valor total do negócio em dinheiro é estimado em US$ 55 bilhões, pagando aos acionistas US$ 210 por ação, um prêmio considerável sobre as máximas históricas da companhia.
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O CEO e presidente da EA, Andrew Wilson, que permanecerá no comando da empresa e recebeu bonificações substanciais pela conclusão do negócio, celebrou o marco em comunicado oficial. Wilson destacou que este momento é um reconhecimento do trabalho extraordinário das equipes criativas e afirmou que a parceria com os novos investidores permitirá à empresa continuar expandindo os limites da tecnologia e dos esportes eletrônicos. No entanto, o caminho até a aprovação não foi isento de turbulências políticas e econômicas.
No início de 2026, mais de 40 legisladores democratas no Congresso dos EUA expressaram sérias preocupações à Federal Trade Commission (FTC). O foco do escrutínio foi o fato de a compra ter sido financiada por meio de uma operação alavancada que coloca a EA sob uma dívida de pelo menos US$ 20 bilhões. Parlamentares alertaram que esse alto nível de endividamento poderia forçar medidas agressivas de corte de custos, resultando em demissões em massa e no fechamento de estúdios, o que impactaria milhares de trabalhadores altamente qualificados no setor de tecnologia e artes. Apesar das pressões, as barreiras regulatórias foram superadas, garantindo que o cronograma original fosse mantido.
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