CEO da Rebellion fala sobre o desafio de gerenciar jogos com equipes gigantescas
Jason Kingsley comenta sobre a complexidade do desenvolvimento de jogos com 2.000 pessoas.

Jason Kingsley, CEO da Rebellion, expressou sua admiração pela capacidade de estúdios de grande porte de gerenciar o desenvolvimento de jogos em larga escala. Em entrevista ao PCGamer, Kingsley destacou o impacto que sente ao ver alguns dos maiores títulos sendo produzidos por equipes compostas por mais de 2.000 profissionais.
Para ele, o aspecto mais impressionante desses projetos gigantescos é a complexidade do gerenciamento e da organização. Falando sobre o que descreve como o "nível de organização da organização", Kingsley afirmou que a dimensão desses empreendimentos pode ser "entorpecente".
"Você observa alguns desses jogos colossais sendo desenvolvidos por equipes repletas de pessoas incrivelmente talentosas e pensa: ‘Como você consegue organizar um jogo que tem 2.000 pessoas trabalhando nele?’", afirmou Kingsley.
"O nível de estrutura necessária para gerenciar tudo isso deve ser impressionante. Em nosso estúdio, temos camadas organizacionais como produtores, líderes e chefes de disciplina. Mas esses estúdios devem contar com múltiplos níveis acima disso, com pessoas supervisionando outras que, por sua vez, estão no comando de mais pessoas."
Ele ainda acrescenta que, embora esses projetos sejam enormes, empolgantes e incrivelmente caros, às vezes sua grandiosidade pode se tornar um desafio.
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Os comentários de Kingsley surgem no contexto da filosofia da Rebellion de manter seus jogos em uma escala mais reduzida. Ele também comentou sobre a diferença entre o público-alvo da empresa e o de franquias massivas, como Assassin’s Creed e Grand Theft Auto, mencionando que os jogadores da Rebellion geralmente pertencem a uma faixa etária mais alta.
"Eu começo alguns jogos porque sinto que deveria jogá-los, mas, de repente, percebo que estou há 10 horas no jogo e avancei apenas 1% da campanha", disse ele.
"Então eu penso: tenho uma família, uma empresa para administrar, tarefas diárias, a casa para arrumar... Tenho tantas coisas para fazer! Por isso, posso dedicar apenas uma quantidade limitada do meu tempo a um jogo."
Para Kingsley, o ideal é que os jogos ofereçam uma sensação de progresso e realização, com uma possibilidade realista de que possam ser finalizados. Ele também acredita que seria interessante descobrir quantos jogadores realmente concluem os jogos que iniciam e quantos acabam abandonando-os antes do fim.
O próximo grande lançamento da Rebellion é o jogo de sobrevivência de ficção científica Atomfall, que chegará ao PC, PS4, PS5, Xbox One e Xbox Series X/S no dia 27 de março. Além disso, o jogo estará disponível no Game Pass.
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
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