Equipe de Star Wars Zero Company trabalhou sem salário em meio a crise na Bit Reactor

O novo sucesso da franquia Star Wars enfrenta polêmicas de bastidores com licenças em massa e um processo milionário entre fundadores.

PRA RESUMIR

  • Cerca de 80% da força de trabalho da Bit Reactor foi colocada em licença não remunerada semanas antes do lançamento do jogo.
  • A decisão partiu exclusivamente do estúdio para garantir a sobrevivência da empresa, sem envolvimento direto da EA ou da Disney.
  • Uma disputa judicial de US$ 20 milhões entre os cofundadores Alison Kelly e Greg Foertsch revelou detalhes sobre a falta de fundos do estúdio.

Apesar de Star Wars Zero Company estar sendo aclamado pela crítica desde seu lançamento em 27 de agosto de 2026, os bastidores da Bit Reactor revelam uma realidade sombria. Segundo um relatório do Game File, a grande maioria dos desenvolvedores trabalhou sem receber salários nas semanas que antecederam a estreia, após serem colocados em regime de licença compulsória (furlough).

Um representante da Bit Reactor confirmou a situação, classificando-a como uma "decisão difícil", tomada para permitir que o estúdio sobrevivesse financeiramente até o lançamento do título. O estúdio enfatizou que a manobra foi uma escolha interna e que a distribuidora Electronic Arts (EA) e a Disney, detentora da marca Star Wars, não tiveram participação no corte de pagamentos.

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Embora o número exato de afetados não tenha sido divulgado oficialmente, documentos de um processo judicial movido pela cofundadora e ex-COO Alison Kelly indicam que a medida atingiu 80% dos funcionários. Apenas uma equipe reduzida foi mantida na folha de pagamento ativa para lidar com correções técnicas pós-lançamento. Zachariah Scott, ex-artista técnico sênior do estúdio, criticou a liderança no LinkedIn, afirmando que a empresa tentou ocultar a crise enquanto promovia o jogo como um sucesso absoluto.

A instabilidade financeira parece estar ligada a uma briga pelo controle do estúdio. Alison Kelly processa o CEO Greg Foertsch alegando ter sido expulsa injustamente da sociedade. Ela busca US$ 20 milhões em danos, baseando-se na valorização de mercado da Bit Reactor, enquanto Foertsch nega que ela tenha sido co-proprietária. O estúdio agora espera que a receita gerada pelas vendas de Star Wars Zero Company seja suficiente para reintegrar os trabalhadores e restaurar os salários atrasados.

Disponível para PC, PS5 e Xbox Series X/S, o jogo segue com avaliações "Muito Positivas" no Steam. O título foi elogiado por sua jogabilidade tática profunda, que remete aos melhores momentos de XCOM, mas o escândalo trabalhista agora ameaça ofuscar o brilho de um dos lançamentos mais importantes de 2026.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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