Jensen Huang defende o DLSS 5 como a evolução da renderização neural

Em entrevista a Lex Fridman, CEO da Nvidia afirma que a nova tecnologia é guiada por geometria 3D e mantém o controle total nas mãos dos artistas.

PRA RESUMIR

  • Jensen Huang defende que o DLSS 5 não produz "sujeira de IA", pois é guiado pela geometria 3D original do jogo, garantindo fidelidade à visão do artista.

  • A tecnologia é definida como renderização neural, permitindo que desenvolvedores ajustem a IA para diferentes estilos visuais sem perder o controle criativo.

  • Apesar do discurso técnico, a recepção entre desenvolvedores da Capcom e Ubisoft é de cautela, com muitos profissionais alegando terem ficado no escuro sobre a nova ferramenta.

A Nvidia está enfrentando uma das recepções mais divididas de sua história recente após a apresentação do DLSS 5. Para conter as críticas, o CEO Jensen Huang veio a público declarar que compartilha do desdém pela "sujeira de IA" — aquele visual artificial e padronizado que satura o conteúdo gerado por algoritmos atuais. No entanto, Huang foi enfático ao separar o DLSS 5 desse conceito, definindo-o como uma tecnologia condicionada e guiada em 3D. Segundo ele, o sistema é uma estrutura de dados baseada na verdade, sendo completamente fiel à geometria definida pelo artista em cada quadro.

Huang rebateu as críticas anteriores, chamando-as de "completamente erradas", e explicou que o DLSS 5 não é um simples pós-processamento de imagem. Trata-se de um controle generativo no nível geométrico, onde os desenvolvedores podem ajustar a IA para criar desde estilos como toon shading até materiais complexos como vidro, sem perder a intenção artística original. Essa abordagem, batizada de renderização neural, permitiria que a IA gerasse visuais de alta fidelidade enquanto a geometria subjacente — como visto nos exemplos de Resident Evil Requiem — permanece inalterada.

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Apesar do otimismo da liderança, as dúvidas persistem. Jacob Freeman, da Nvidia, confirmou que a tecnologia utiliza imagens 2D e vetores de movimento para gerar o resultado final, mas evitou detalhes profundos sobre como a IA altera personagens e materiais PBR. Enquanto a Nvidia promove o DLSS 5 como uma ferramenta de produtividade revolucionária, relatórios de bastidores sugerem que artistas da Capcom e Ubisoft foram pegos de surpresa pela tecnologia, gerando um clima de incerteza sobre como essa "magia generativa" afetará o fluxo de trabalho real nos grandes estúdios.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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