Relatos de toxicidade mancham trajetória da Moon Studios em meio ao prestígio de Ori

Investigação detalha ambiente de trabalho opressivo e comportamentos problemáticos dos fundadores que culminaram no rompimento com a Microsoft.

PRA RESUMIR

  • Ex-funcionários denunciam Thomas Mahler e Gennadiy Korol por criarem um ambiente marcado por abusos verbais e piadas discriminatórias.
  • A cultura interna na Moon Studios é descrita como opressiva e desprofissionalizada, resultando no fim da parceria estratégica com a Xbox Game Studios.
  • Apesar do sucesso artístico da franquia Ori, os bastidores revelam casos de burnout severo e uma liderança que ignora limites éticos.

A beleza etérea e a sensibilidade de Ori and the Blind Forest e sua sequência parecem esconder uma realidade sombria nos bastidores da Moon Studios. Uma investigação profunda revelou que o estúdio, fundado por Thomas Mahler e Gennadiy Korol, tornou-se um ambiente de trabalho tóxico e opressivo, onde o perfeccionismo técnico era frequentemente usado como justificativa para o assédio moral e a desvalorização sistemática de talentos.

Relatos de diversos desenvolvedores e ex-colaboradores pintam um quadro alarmante de desprofissionalização. No centro das críticas estão os próprios fundadores, acusados de proferir comentários racistas, sexistas e antissemitas em chats abertos para toda a equipe. Segundo os depoimentos, as reuniões eram frequentemente interrompidas por discussões agressivas entre Mahler e Korol, enquanto o feedback sobre o trabalho dos funcionários era entregue com insultos públicos, criando uma atmosfera de medo e instabilidade emocional que levou muitos ao burnout.

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Essa conduta interna não passou despercebida pela indústria. A Microsoft, que publicou os dois primeiros jogos da franquia, decidiu encerrar sua relação com a Moon Studios após tomar conhecimento da gravidade das denúncias. Atualmente, em 2026, enquanto o estúdio se prepara para o lançamento definitivo da versão 1.0 de No Rest for the Wicked, a sombra dessas alegações ainda paira sobre a empresa. Embora os fundadores tenham emitido comunicados negando a extensão dos abusos, a mudança de publicadora para a Private Division (e posteriormente para a Nexon) reforça que a reputação do estúdio foi permanentemente alterada.

Apesar das dificuldades, a Moon Studios continua sendo uma potência técnica, mas o custo humano por trás de seus títulos é agora o ponto central do debate. O caso serve como um lembrete crítico de que o sucesso crítico e comercial não justifica a ausência de uma cultura de trabalho saudável e ética, especialmente em um cenário onde a responsabilidade corporativa é cada vez mais exigida pelos jogadores e parceiros de negócios.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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