Capcom cogita cobrar US$ 70 por seus jogos após lançar Dragon’s Dogma 2

A editora japonesa está avaliando a possibilidade de cobrar mais caro por seus títulos devido ao aumento dos custos de desenvolvimento
A Capcom, uma das maiores empresas de videogames do mundo, responsável por franquias como Resident Evil, Monster Hunter e Street Fighter, pode seguir o exemplo de outras editoras e elevar o preço de seus jogos para US$ 70. A informação foi revelada em uma sessão de perguntas e respostas com investidores, cuja tradução em inglês foi publicada recentemente no site oficial da companhia.
Segundo a Capcom, o aumento dos custos de produção dos jogos, especialmente os que utilizam gráficos de última geração, está levando a empresa a reconsiderar sua estratégia de preços de software. A editora disse que vai analisar o desempenho de vendas de Dragon's Dogma 2, seu próximo lançamento previsto para fevereiro, que será vendido por US$ 60, o mesmo valor cobrado pelos jogos da geração anterior.
"Em relação à precificação do software, estamos cientes de que outras empresas estão vendendo alguns de seus títulos por US$ 70. Estamos considerando nossas opções com base em vários fatores, incluindo a qualidade do conteúdo, o valor percebido pelos consumidores e as tendências do mercado", afirmou a Capcom.
A empresa também ressaltou que tem buscado formas de reduzir os custos operacionais e aumentar a eficiência do desenvolvimento, além de expandir suas receitas por meio de serviços online e conteúdos adicionais. A Capcom disse que pretende oferecer aos jogadores experiências "ricas e envolventes" que justifiquem o preço cobrado.
A Capcom não é a única editora que está pensando em aumentar o preço de seus jogos. Empresas como Sony, Activision Blizzard e Take-Two Interactive já adotaram a prática de cobrar US$ 70 por alguns de seus títulos para PlayStation 5 e Xbox Series X/S, alegando que os custos de desenvolvimento aumentaram significativamente na nova geração. No entanto, essa decisão tem gerado críticas e controvérsias entre os consumidores, que questionam se os jogos valem esse valor e se as empresas estão sendo transparentes sobre seus lucros.
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
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