Fim dos discos em 2028 gera processos globais contra a Sony por monopólio no PlayStation

Ações judiciais em diversos países acusam a gigante japonesa de sufocar a concorrência e o mercado de usados com sua transição obrigatória para o digital.

PRA RESUMIR

  • Novos lotes do PS5 trazem etiquetas de aviso confirmando o fim da produção de discos físicos em janeiro de 2028.
  • Processos em cinco países alegam que o monopólio da PlayStation Store permite à Sony cobrar taxas de 30% sem concorrência de preços.
  • Estatísticas indicam que o fim da mídia física pode aniquilar um mercado de jogos usados avaliado em mais de US$ 7 bilhões anuais.

O futuro totalmente digital planejado pela Sony para o ecossistema PlayStation está enfrentando uma resistência jurídica sem precedentes em 2026. Uma série de processos consolidados em mercados estratégicos — como EUA, Reino Unido, Holanda, Portugal e México — acusam a companhia de práticas antitruste agressivas. O estopim recente foi a descoberta de etiquetas de aviso nas caixas das novas remessas do PlayStation 5, alertando explicitamente que a produção de discos será encerrada após o prazo final de janeiro de 2028.

Segundo investigações detalhadas pelo portal Kotaku, os advogados de acusação argumentam que a remoção da mídia física elimina o poder de escolha do consumidor e destrói o mercado de segunda mão. Sem a concorrência de grandes varejistas como Amazon e Walmart, ou a possibilidade de revenda entre jogadores, a Sony passa a deter o controle absoluto sobre os preços através da PlayStation Store. Esse modelo garante à empresa uma comissão de 30% em cada venda digital, algo que críticos chamam de "Taxa Sony", sem qualquer pressão externa para promoções ou descontos competitivos.

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A CFO da Sony, Lin Tao, reconheceu em reuniões recentes com investidores o "apego emocional" dos jogadores aos discos, mas reafirmou que a estratégia de digitalização é irreversível e reflete as tendências globais de consumo. No entanto, o debate vai além do formato: especialistas em direitos digitais alertam que, sem o disco físico, o consumidor deixa de ser "dono" do software para se tornar um locatário de licenças que podem ser revogadas a qualquer momento pela plataforma.

Embora a Sony tenha aceitado um acordo preliminar de US$ 7,85 milhões em um processo específico sobre vouchers digitais em maio de 2026, a batalha maior pelo direito à mídia física e contra o monopólio digital está longe de terminar. Com a proximidade do prazo de 2028, a pressão da comunidade e dos órgãos reguladores deve moldar não apenas o fim do ciclo do PS5, mas as diretrizes fundamentais do futuro PlayStation 6.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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