"Chega de Mutantes": Como o pior plot twist da Marvel dizimou os X-Men por ganância corporativa
O infame crossover 'House of M' (2005) não apenas usou o tropo misógino da Feiticeira Escarlate "Louca no Sótão", mas foi orquestrado pela liderança da Marvel para sabotar os mutantes e prejudicar a Fox, detentora dos direitos de cinema na época.

|
PRA RESUMIR
|
Por décadas, os X-Men foram a equipe mais icônica e vendida da Marvel Comics, especialmente nos anos 80 e 90. No entanto, tudo mudou há 20 anos com o crossover House of M, um arco de história que não só minimizou drasticamente os mutantes, mas também se tornou notório pelo seu contexto nos bastidores: uma tentativa da liderança da Marvel de sabotar seus próprios personagens por ganância corporativa.
Narrativamente, a gênese de House of M é controversa. O plot se apoia no clichê misógino da "Louca no Sótão" (Madwoman in the Attic), forçando o Professor X e os Vingadores a contemplarem matar a Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), cujos poderes de reescrever a realidade estavam fora de controle. Após criar uma linha do tempo alternativa onde mutantes eram dominantes, Wanda, ao presenciar a morte de seu irmão Mercúrio, reverte a realidade com a frase devastadora: "Chega de mutantes".
O resultado foi a "Dizimação": todos, exceto 198 mutantes, perderam seus poderes. O evento apagou décadas de narrativa focada em mutantes.
|
VOCÊ TAMBÉM PODE SE INTERESSAR |
A ganância por trás da "dizimação"
O verdadeiro problema de House of M não foi apenas sua qualidade narrativa fraca – marcada por pouca ação e diálogos expositivos –, mas a razão por trás de sua permanência. O evento ocorreu quando a Marvel, então sob o comando de Ike Pearlmutter, planejava entrar no ramo cinematográfico.
Pearlmutter, descontente com o fato de que os filmes de sucesso dos X-Men beneficiavam a rival 20th Century Fox (que detinha os direitos dos personagens), ordenou que os roteiristas da Marvel minimizassem os mutantes e o Quarteto Fantástico nos quadrinhos.
Em vez de restaurar os X-Men, a ordem era focar nos Inumanos, na tentativa de suplantar os mutantes e, idealmente, prejudicar as bilheterias da Fox. Esse rancor corporativo roubou a identidade fundamental dos X-Men, transformando-os de heróis que lutavam pela coexistência pacífica em um grupo sombrio focado apenas na própria sobrevivência.
Somente após a Disney comprar a Fox em 2019, colocando Kevin Feige no comando de toda a narrativa Marvel (incluindo os quadrinhos), os X-Men puderam finalmente recuperar seu merecido lugar de destaque com a "Krakoan Age" de Jonathan Hickman.
Inscreva-se no canal GameWire no YouTube e acompanhe nossos conteúdos e produções de parceiros. Siga-nos também no Facebook, Instagram e X, para ficar por dentro das novidades que preparamos especialemnte para você!
Tem uma dica de notícia ou quer entrar em contato conosco diretamente? Então faça contato através do e-mail
