A gigante dos videogames Activision Blizzard anunciou que chegou a um acordo para encerrar um processo de discriminação

A gigante dos videogames Activision Blizzard anunciou nesta segunda-feira (13) que chegou a um acordo para encerrar um processo de discriminação movido pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC, na sigla em inglês). A empresa concordou em pagar US$ 54 milhões para criar um fundo que beneficiará os funcionários afetados pelas práticas discriminatórias.
O processo da EEOC alegava que a Activision Blizzard violou as leis federais ao permitir um ambiente de trabalho hostil, onde as mulheres eram assediadas sexualmente, pagas menos e promovidas com menos frequência do que os homens. A empresa também foi acusada de retaliar contra as funcionárias que denunciaram os abusos.
A Activision Blizzard, responsável por franquias populares como Call of Duty, World of Warcraft e Candy Crush, reconheceu que cometeu erros e se comprometeu a implementar mudanças para garantir um clima de respeito e inclusão na companhia. A empresa disse que já contratou consultores externos para revisar suas políticas e práticas, além de nomear novos líderes para áreas-chave.
O acordo com a EEOC ainda precisa ser aprovado pela Justiça. Ele se soma a outro acerto feito pela Activision Blizzard em agosto, quando pagou US$ 18 milhões para encerrar uma ação similar movida pelo Departamento de Emprego e Habitação da Califórnia (DFEH, na sigla em inglês).
A empresa enfrenta ainda uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), que apura se houve violação das leis de divulgação de informações aos investidores em relação às denúncias de discriminação.
Inscreva-se no canal GameWire no YouTube e acompanhe nossos conteúdos e produções de parceiros. Siga-nos também no Facebook, Instagram e X, para ficar por dentro das novidades que preparamos especialemnte para você!
Tem uma dica de notícia ou quer entrar em contato conosco diretamente? Então faça contato através do e-mail
Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
ou publicar como visitante
Seja o primeiro a comentar.
