Ex-designer de Skyrim explica por que a Bethesda não abandonará o Creation Engine

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Bruce Nesmith defende a manutenção da tecnologia proprietária para The Elder Scrolls 6 e futuros Fallout, alertando que a migração para a Unreal Engine paralisaria o estúdio por anos.

PRA RESUMIR

  • Bruce Nesmith afirma que trocar o Creation Engine pela Unreal Engine exigiria um investimento de pessoal e tempo que paralisaria a produção de novos jogos por anos.

  • O motor da Bethesda foi ajustado por décadas para propósitos específicos, e o ex-designer sugere que é mais sábio "importar" recursos novos para a ferramenta atual do que recomeçar do zero.

  • Críticos e modders, como o criador de Fallout: London, temem que a insistência na tecnologia antiga limite o potencial gráfico e técnico de The Elder Scrolls 6 e Fallout 5.

A Bethesda Game Studios é conhecida por sua teimosia técnica, mantendo a Creation Engine como espinha dorsal de suas aventuras desde o lançamento épico de Skyrim em 2011. Para os fãs que esperavam uma mudança radical para o Unreal Engine 5 nos próximos capítulos de The Elder Scrolls 6 ou Fallout 5, o ex-designer principal Bruce Nesmith traz um balde de água fria fundamentado na realidade do desenvolvimento. Em entrevista ao Press Box PR, Nesmith revelou que trocar de motor gráfico não é apenas uma escolha estética, mas um esforço hercúleo que consumiria o trabalho de dezenas de profissionais em tarefas puramente técnicas, impedindo a equipe de criação de sequer jogar ou produzir o conteúdo do game por longos períodos.

Segundo Nesmith, o Creation Engine foi moldado e refinado ao longo de décadas para atender especificamente às necessidades únicas da Bethesda, como o rastreamento de milhares de itens persistentes e a liberdade total de interação nos mundos abertos. Ele cita o desenvolvimento de Fallout 76 como um exemplo de quão traumáticas podem ser grandes alterações; na época, o motor precisou ser drasticamente modificado para suportar o componente multiplayer, o que gerou dificuldades extremas para o time. Para o veterano, a curva de aprendizado e os benefícios de uma mudança para a Unreal só seriam colhidos daqui a dois ciclos de lançamentos, um luxo de tempo que o estúdio não possui.

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A estratégia sugerida por Nesmith é a evolução incremental: se o Unreal Engine possui um recurso inovador, a Bethesda deve simplesmente implementá-lo no Creation Engine em vez de descartar todo o conjunto de ferramentas que os desenvolvedores já dominam. No entanto, essa visão não é unânime. Dean Carter, líder do aclamado mod Fallout: London, expressou preocupação com o envelhecimento da tecnologia. Embora reconheça os pontos positivos do motor proprietário, Carter acredita que ele começou a mostrar sinais de desgaste e defende que uma revisão completa ou a transição para tecnologias modernas seria vital para que Fallout 5 alcance o padrão visual e de performance que o público atual exige.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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