Rebelião na Ubisoft: Sindicato convoca greve contra reestruturação radical e cortes de custos

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Enquanto Yves Guillemot fatiar a empresa em "Casas Criativas" e cancela projetos, funcionários franceses paralisam atividades exigindo melhores condições e salários.

PRA RESUMIR

  • Funcionários da Ubisoft na França entram em greve no dia 22 de janeiro contra o plano de corte de custos e exigindo a preservação do trabalho remoto.

  • A empresa oficializou sua divisão em cinco Casas Criativas, focando em transformar suas maiores franquias em lançamentos anuais bilionários.

  • Em meio às demissões e cancelamentos, a Ubisoft aposta no MOBA March of Giants para tentar quebrar o duopólio do gênero e diversificar seu portfólio.

O clima de tensão atingiu o ponto de ebulição na Ubisoft. Logo após o anúncio de uma reformulação operacional sem precedentes, o sindicato francês Solidaires Informatique convocou uma greve de meio dia para 22 de janeiro. A mobilização é uma resposta direta ao que os trabalhadores chamam de "anúncio desastroso", referindo-se ao plano da diretoria de extinguir projetos e fechar o cerco sobre os custos. As demandas são claras: o fim imediato dos cortes, a manutenção definitiva do teletrabalho e aumentos salariais decentes para compensar o período de instabilidade.

A "grande redefinição" da Ubisoft, embora celebrada pela administração como um caminho para recuperar a liderança criativa, deixou um rastro de incertezas. A empresa confirmou que o aguardado Prince of Persia: The Sands of Time Remake foi descartado, enquanto a Massive Entertainment e a Ubisoft Estocolmo já sofrem com as primeiras demissões de 2026. Sob o novo modelo descentralizado, a gigante será dividida em cinco Casas Criativas. A Vantage Studios (CH1) terá a missão hercúlea de transformar Assassin's Creed, Far Cry e Rainbow Six em máquinas bilionárias anuais, enquanto as demais divisões tentarão salvar franquias como Splinter Cell e manter vivo o suporte a Skull and Bones.

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Apesar do caos interno, a Ubisoft tenta sinalizar inovação com a aquisição de novas propriedades. O destaque fica para March of Giants, um MOBA tático adquirido da Amazon Games Montreal. Guillemot aposta no título para desafiar o domínio histórico de League of Legends e Dota 2, focando em "profundidade tática" e jogo coletivo. No entanto, para o sindicato, nenhuma nova IP justifica o sacrifício dos colaboradores. "São os funcionários que fazem os jogos", disparou a Solidaires Informatique, alertando que não permitirá que a administração "destrua as condições de trabalho" em nome de uma reestruturação financeira.

UBISOFT - Call for strike Following the disastrous announcements made by Mr. Yves Guillemot (cost-cutting plan, projects scrapped, end of remote working, etc.), the Solidaires Informatique union is calling for a strike on Thursday, January 22, in the morning.

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— Solidaires Informatique (@solinfonat.bsky.social) 21 de janeiro de 2026 às 16:32

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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