Sindicatos convocam paralisação contra visita de Yves Guillemot em Paris

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Em clima de guerra, funcionários são instruídos a abandonar seus postos e protestar contra o CEO após anúncios de demissões em massa e reestruturação agressiva.

PRA RESUMIR

  • Sindicatos franceses convocaram os funcionários da Ubisoft Paris para uma greve instantânea no dia 3 de fevereiro, coincidindo com a visita presencial do CEO Yves Guillemot.

  • Os trabalhadores protestam contra o plano de redução de 200 vagas e exigem melhores condições salariais e a preservação do trabalho remoto diante da nova política de cortes.

  • Apesar da crise interna e da queda no valor das ações, a Ubisoft mantém o desenvolvimento de Beyond Good and Evil 2 e aposta no modelo de "Casas Criativas" para tentar recuperar o crescimento.

A tensão na Ubisoft Paris atingiu o ponto de ebulição. Em uma resposta direta ao plano de "acordo mútuo voluntário de rescisão" — que visa eliminar 200 postos de trabalho na filial francesa —, os principais sindicatos do país (Solidaires Informatique, STVJV e CFE CGC) emitiram um chamado drástico. O comando é claro: no momento em que o CEO Yves Guillemot colocar os pés no escritório durante sua visita planejada para 3 de fevereiro, os desenvolvedores devem realizar uma paralisação imediata e se reunir em frente ao prédio.

O panfleto que circula internamente não poupa palavras, afirmando que é hora de fazer o chefe entender que ele não é bem-vindo enquanto continuar "maltratando seus funcionários". Esta mobilização marca o segundo grande embate sindical em menos de um mês. Após a Ubisoft anunciar o cancelamento de cinco projetos — incluindo o problemático Prince of Persia: The Sands of Time Remake — e uma reformulação que gerou uma queda de 30% no valor das ações, os trabalhadores exigem o fim dos cortes de custos, aumentos salariais decentes e a manutenção definitiva do trabalho remoto.

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Enquanto a base produtiva se revolta, a administração tenta vender uma imagem de renovação através das novas "Casas Criativas". A estrutura agora se divide em polos como o Vantage Studios (focado em Assassin's Creed e Far Cry) e a Creative House 4, que herdou a hercúlea tarefa de finalizar Beyond Good and Evil 2, título que a empresa insiste ser uma prioridade mesmo após uma década de incertezas. No entanto, com as ações estagnadas em €4,75 e o clima de insurreição nos corredores, a "grande redefinição" da Ubisoft parece estar enfrentando seu obstáculo mais difícil: a própria força de trabalho que faz os jogos.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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