Ubisoft reage à campanha Stop Killing Games e admite desafio com jogos descontinuados

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Stop Killing Games pressiona Ubisoft e indústria sobre preservação de jogos digitais.

PRA RESUMIR

  • A campanha Stop Killing Games ultrapassou 1,4 milhão de assinaturas, pressionando empresas por direitos do consumidor.

  • O CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, comentou que o problema é setorial e que nem todos os jogos podem ser suportados para sempre.

  • A empresa cita ações como modo offline para The Crew 2 e oferta de versões atualizadas com desconto como alternativas.

Com a crescente repercussão da campanha Stop Killing Games, que já ultrapassou 1,4 milhão de assinaturas na União Europeia, grandes editoras começaram a prestar atenção. Uma delas é a Ubisoft, que se pronunciou recentemente sobre o tema durante uma reunião com seus acionistas. O CEO Yves Guillemot abordou diretamente a questão, destacando que a preocupação é legítima, mas que se trata de um problema de toda a indústria de games.

"Quando lançamos um jogo, oferecemos suporte contínuo e vários serviços para que ele permaneça jogável 24 horas por dia, 7 dias por semana", afirmou Guillemot, reforçando que, ainda assim, a empresa mantém em seus termos de serviço a cláusula de que pode encerrar o acesso a funcionalidades online com aviso prévio de 30 dias.

Em relação à polêmica do desligamento dos servidores de The Crew, o executivo lembrou que a Ubisoft ofereceu uma versão mais recente do jogo por apenas um euro, como uma forma acessível de manter os jogadores ativos na franquia. "Não é muito dinheiro para continuar jogando", comentou ele.

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Ainda assim, Guillemot deixou claro que nenhum serviço é eterno e que a realidade do desenvolvimento de software envolve evolução constante. "Muitos jogos e ferramentas se tornam obsoletos em 10 ou 15 anos. É por isso que criamos novas versões, como The Crew 2 e, futuramente, a versão 3", justificou.

Apesar disso, a Ubisoft ainda enfrenta ações judiciais pela descontinuação do acesso ao The Crew. A empresa se defende alegando que, segundo sua interpretação legal, os jogadores nunca adquiriram a posse do jogo, apenas o direito de uso enquanto o serviço estivesse ativo.

Para evitar novos conflitos, a Ubisoft também está se movendo proativamente: está em desenvolvimento um modo offline para The Crew 2, de modo que o jogo continue jogável mesmo sem os servidores.

Com a campanha Stop Killing Games se aproximando do fim do prazo para coleta de assinaturas, a pressão sobre as grandes editoras segue em alta, impulsionando debates sobre preservação digital, direitos do consumidor e a longevidade dos jogos no formato atual de distribuição digital.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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