Ubisoft defende microtransações em jogos AAA e reforça postura sobre suporte digital
Microtransações seguem em jogos AAA da Ubisoft, que promete suporte contínuo, mas reconhece fim inevitável.

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PRA RESUMIR
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Segundo a própria Ubisoft, os jogadores aparentemente não se incomodam com a presença de microtransações em seus jogos AAA single-player de preço cheio. No mais recente relatório financeiro da empresa, uma seção dedicada à monetização afirma que essas práticas tornam a "experiência do jogador mais divertida", desde que implementadas com responsabilidade.
A publicação, destacada pelo portal WCCFTech, menciona que a estratégia da Ubisoft é adotar "políticas de monetização e engajamento que respeitem a experiência do jogador e sejam sustentáveis a longo prazo". Ainda segundo a companhia, o foco em seus jogos premium é garantir que os jogadores possam aproveitar todo o conteúdo sem obrigatoriedade de gastos adicionais, com as compras internas sendo sempre opcionais.
Nos jogos da série Assassin’s Creed, por exemplo, as microtransações estão presentes desde Origins (2017), abrangendo cosméticos, equipamentos, peles de navios e montarias, além de pacotes de recursos que funcionam como atalhos para o progresso, apelidados de "economia de tempo". Embora alguns desses itens afetem o gameplay, a Ubisoft ressalta que armas e vantagens similares podem ser adquiridas normalmente jogando.
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Durante uma recente conferência com acionistas, o CEO Yves Guillemot abordou o tema das microtransações e também comentou sobre a crescente campanha Stop Killing Games, movimento europeu que defende a preservação do acesso aos jogos comprados digitalmente, mesmo após o desligamento dos servidores.
Guillemot reconheceu o debate, afirmando que a Ubisoft se esforça para garantir que seus jogos permaneçam jogáveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, mas enfatizou que nenhum serviço digital é eterno. Ele explicou que os softwares se tornam obsoletos com o tempo, e que nova versões surgem justamente por essa necessidade natural de atualização tecnológica.
Apesar das críticas e preocupações da comunidade, Guillemot destacou que essa não é uma exclusividade da Ubisoft: “Todos os editores enfrentam o mesmo problema. Prestamos um serviço, mas ele pode ser encerrado um dia. Nada está escrito em pedra.” Ainda assim, ele garantiu que a Ubisoft está comprometida em minimizar os impactos para os jogadores, mesmo com os desafios de manter suporte para uma linha extensa de títulos.
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
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