VGHF pressiona indústria por soluções legais após Sony abandonar discos

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Fundação de preservação alerta para o risco de perda histórica com o fim das mídias físicas e o fechamento de lojas digitais.

PRA RESUMIR

  • A Sony confirmou que deixará de produzir discos em 2028 e encerrará as lojas de PS3 e PS Vita em 2027.
  • A Video Game History Foundation (VGHF) critica a ESA por bloquear leis que facilitariam o trabalho de arquivistas e museus.
  • O fundador Frank Cifaldi admite que a pirataria pode se tornar o único caminho viável para evitar que jogos virem mídia perdida.

O debate sobre a preservação da história dos videogames atingiu um novo patamar crítico nesta semana. Após o anúncio duplo da Sony confirmando o fim da produção de mídias físicas para janeiro de 2028 e o encerramento definitivo das lojas digitais do PlayStation 3 e PS Vita para o próximo ano, a Video Game History Foundation (VGHF) emitiu um comunicado contundente exigindo mudanças estruturais na indústria.

Para a VGHF, a decisão da Sony de abandonar os discos não é uma surpresa para os preservacionistas profissionais, que já não consideram a mídia física moderna como uma solução definitiva de arquivamento. Segundo a fundação, a prevalência de patches de dia um e a dependência de servidores online significam que o dado contido em um disco raramente representa a experiência real que os jogadores tiveram. No entanto, o fim do suporte físico agrava o controle das detentoras de plataforma sobre o acesso a longo prazo.

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Statement from VGHF director Frank Cifaldi on the discontinuation of physical PlayStation media, and the closure of the PS3 and PSP digital storefronts.

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— Video Game History Foundation (@gamehistoryorg.bsky.social) 1 de julho de 2026 às 15:47

A fundação direcionou críticas severas à Entertainment Software Association (ESA), acusando a organização de lobby de impedir sistematicamente reformas nas leis de direitos autorais. Em 2024, o US Copyright Office negou uma isenção que permitiria a pesquisadores o acesso remoto a jogos fora de catálogo, uma decisão que a VGHF atribui à pressão da ESA. Sem essas mudanças, museus enfrentam barreiras legais intransponíveis para garantir que títulos como Grand Theft Auto VI permaneçam funcionais daqui a 50 anos.

O tom da discussão tornou-se ainda mais urgente quando Frank Cifaldi, diretor da VGHF, concordou publicamente que, diante do cenário atual, a pirataria surge como a única ferramenta eficaz de preservação. Ele reforçou que a fundação tentou caminhos legais por décadas, mas que a postura absolutista da indústria força historiadores a buscarem métodos extrajudiciais para salvar a memória digital de uma era que está desaparecendo rapidamente das prateleiras e dos servidores oficiais.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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