Sony deleta centenas de filmes comprados por usuários do PlayStation

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O fim do acordo com o Studio Canal remove o acesso definitivo a clássicos do cinema e reacende o debate sobre a posse digital.

PRA RESUMIR

  • Mais de 550 títulos do Studio Canal serão removidos permanentemente das bibliotecas dos usuários em 1º de setembro de 2026.
  • A Sony confirmou que os consumidores perderão o acesso mesmo a conteúdos já pagos e não anunciou qualquer plano de reembolso.
  • O movimento ocorre em um momento crítico onde a indústria debate a preservação digital após a confirmação de que Grand Theft Auto 6 não terá mídia física.

A Sony confirmou oficialmente que removerá mais de 550 filmes e séries das bibliotecas digitais dos usuários do PlayStation em breve. A partir do dia 1º de setembro de 2026, todo o conteúdo relacionado à produtora e distribuidora Studio Canal deixará de estar acessível para quem o adquiriu, devido ao encerramento de um contrato de licenciamento de longo prazo.

Em comunicado enviado diretamente aos jogadores na última sexta-feira, a gigante japonesa foi enfática ao declarar que os afetados não poderão mais acessar os conteúdos comprados anteriormente. O que mais chama a atenção na nota oficial é a ausência total de menções a reembolsos ou compensações financeiras, deixando os consumidores em uma zona de incerteza jurídica e prejuízo direto.

Entre as obras afetadas pela remoção estão clássicos absolutos do cinema e produções de TV aclamadas, como Evil Dead, From Dusk Till Dawn, Terminator 2: Judgment Day, além das séries The Young Pope e Trust Me. A lista completa de títulos que serão deletados já está disponível no site oficial da PlayStation para consulta dos usuários.

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Este episódio reacende uma ferida aberta na indústria de games e entretenimento sobre a validade da posse digital. O caso ganha ainda mais tração nesta semana, marcada pela confirmação de que Grand Theft Auto 6 (GTA 6) será o maior lançamento da história a ignorar completamente a mídia física. Conforme detalhado nos termos do Contrato de Licença de Usuário Final (EULA), a maioria das lojas digitais vende apenas uma licença de visualização que pode ser revogada assim que os acordos entre estúdios e plataformas expiram.

A situação remete ao polêmico anúncio de 2021, quando a Sony tentou fechar as lojas do PS3, PS Vita e PSP. Na época, após uma pressão massiva da comunidade, a empresa voltou atrás parcialmente, mantendo as lojas do PS3 e Vita ativas. Especialistas e jornalistas, como Brittany Vincent, reforçam que a indústria precisa de um esforço real para a arquivologia de jogos e mídias, alertando que a arte que amamos pode simplesmente desaparecer se não houver um compromisso sério com a preservação.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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