Sony desperta revolta no mercado britânico com fim dos discos de PlayStation
Associação de Varejistas de Entretenimento condena decisão da gigante japonesa que prevê o fim da mídia física em 2028.

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PRA RESUMIR
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A recente decisão da Sony Interactive Entertainment de encerrar a fabricação de discos para PlayStation em janeiro de 2028 provocou uma onda de indignação entre os principais varejistas do Reino Unido. A Entertainment Retailers Association (ERA) condenou publicamente o movimento, argumentando que a medida prejudica diretamente os consumidores e a saúde econômica das lojas físicas.
Para a CEO da ERA, Kim Bayley, o anúncio representa o triunfo da conveniência corporativa sobre a escolha do consumidor. Em comunicado oficial, Bayley destacou que milhões de jogadores ainda optam por cópias físicas devido ao senso de propriedade real. Segundo a executiva, um disco permite o compartilhamento com familiares, a troca, a coleção e, acima de tudo, a garantia de que o jogo poderá ser jogado no futuro, algo que as licenças digitais nem sempre asseguram.
Dados de mercado apresentados pela ERA indicam que o setor de mídia física ainda é extremamente relevante, valendo cerca de £300 milhões no último ano. Surpreendentemente, há uma base sólida de consumidores com menos de 25 anos que continuam utilizando discos, o que desmente a ideia de que o formato seria obsoleto para as novas gerações. Os varejistas reforçam que os jogos em caixa são fundamentais para atrair público às lojas e oferecem valor real através de revenda e presentes.
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O fim dos discos marca também o colapso do mercado de jogos usados para novos lançamentos. Embora lojas ainda possam comercializar códigos digitais — como ocorrerá com o aguardado Grand Theft Auto 6 em novembro — a ausência do suporte físico impede que jogadores recuperem parte do investimento ao vender títulos finalizados. A Sony, por sua vez, defende que a mudança é uma 'direção natural' do mercado, onde as vendas digitais já superam significativamente as físicas.
Mesmo com petições online e o forte apelo do varejo, especialistas como Daniel Ahmad, da Niko Partners, acreditam que a Sony não recuará. A transição para um ecossistema 100% digital oferece margens de lucro imbatíveis para a detentora da plataforma. O analista comparou o momento à decisão histórica da Apple em 2008, quando removeu os drivers de disco de seus computadores, sinalizando que a indústria raramente olha para trás quando a rentabilidade está em jogo.
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
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