Pepper Grinder: girando, girando para um lado, girando, girando para o outro

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E o amor pela curadoria da Devolver Digital só cresce.

No dia 6 de agosto de 2024, chegou ao mercado as versões de PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series S/X e Xbox One de Pepper Grinder. Game este desenvolvido pela Ahr Ech e publicado pela Devolver Digital. Seu lançamento original foi realizado em março de 2024, contudo restrito para as plataformas do Nintendo Switch e PC.

Valeu o port? Vem comigo que eu te conto em uma análise sem spoilers. O texto a seguir foi feito em cima de uma gameplay no Xbox Series S.

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Premissa / Narrativa

Por aqui conheceremos a história de Pepper, uma garota aventureira que estava em busca de novos desafios e fortunas. Infelizmente a navegação em questão não termina bem, a garota acaba naufragando e todo o seu ouro/fortuna presentes em seu navio são roubados pelo povo denominados de Narlings.

Empunhada de sua Grinder (broca ou furadeira se preferirem), ela buscará o que é seu em uma jornada com muitas plataformas e perigos pelo mapa.

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Gameplay / Jogabilidade

Pepper Grinder é um game majoritariamente plataforma. Aliado com a mecânica central que é a furadeira, vamos escavando as fases, buscando os seus segredos e quem sabe buscando um melhor tempo ao final de cada uma delas.

Os inimigos não são derrotados simplesmente com um pulo sobre suas cabeças, existem dois métodos presentes, são eles: o combate direto, simplesmente ligando a broca e indo ao seu encontro como um bom cavaleiro das antigas, ou cavar em suas áreas delimitadas e fazendo o abate de baixo para cima.

Se me permitem dizer algo, o segundo exemplo é o mais seguro e o mais recomendado. Às vezes somos atingidos antes da broca chegar ao oponente, tomando assim alguns hits não aguardados. Nas fases temos as bandeiras fazendo o papel do checkpoint, o game é bem amigável na quantidade, geralmente não voltamos tanto assim.

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Puxando um Donkey Kong para a conversa, este título também possui as moedas e as letras que ficam escondidas em lugares inimagináveis. Ao final da fase usamos a broca para levantar as bandeiras e assim avançarmos para o próximo cenário, bem DK ou Mario se preferirem.

Voltando um pouco em sua plataforma, aqui é onde ele brilha. Cavar, pegar impulso e saltar para o outro lado é extremamente satisfatório. Pegamos o jeito até que bem rápido, nada muito complexo a ser feito.

E mesmo avançando ele adiciona um ou outro elemento neste quesito, mas dá para levar com tranquilidade, fluidez e inteligência estão presentes neste desenvolvimento. Ao final dos mundos temos os tradicionais chefes, são legais, sua trilha sonora é ok, mas eles sofrem do maior mal deste projeto, o hitbox!

Uma hora ou outra o hitbox nos deixa na mão durante as fases tradicionais, mas agora nos chefes o buraco costuma ser um pouco mais em baixo (principalmente no chefe final). Passamos literalmente por dentro dos oponentes, onde claramente o nosso golpe o acertou.

Por falar em acertar, Pepper também encontrará outras armas e outras “montarias” durante as fases como forma de auxílio, todas bem acertadas e divertidas eu devo dizer.

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Direção de arte / Aspectos técnicos

Em minha experiência eu posso dizer com tranquilidade que foi a mais tranquila possível, zero problemas com crashs ou travamentos no Xbox Series S.

Sua arte é bonita, sua gameplay é fluida e competente, e sua trilha sonora poderia ser um pouco mais marcante. Fica devendo em alguns momentos, mas de forma alguma chega a incomodar ou ser fraca.

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Conclusão

Pepper Grinder é um ótimo título de plataforma e um grande achado da Devolver Digital. Também devo parabenizar os desenvolvedores, fizeram um bom trabalho, com boas referências e que conseguiram carimbar o seu estilo próprio, algo muitas das vezes difícil para estúdios/projetos menores.

Como aspecto positivo destaco a sua fluidez, a sua genialidade em ligar as plataformas e as variedades encontradas para mudar o estilo de avanço entre as fases.

Como aspecto negativo destaco a sua hitbox imprecisa nos combates, o tempo de jogatina (poderia ir além) e o grande salto de dificuldade para o chefe final.

 

nota 09

 

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Guilherme Scarpelli
MPIlhaOliveira

Games e um pouco de vida social.

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