CEO da Take-Two diz "não" à IA generativa: O próximo GTA não pode ser criado por máquinas!

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Strauss Zelnick levanta preocupações de Propriedade Intelectual e defende a originalidade humana contra a natureza "derivada" da inteligência artificial.

PRA RESUMIR

  • O CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, é cético quanto ao uso da IA generativa para criar títulos como Grand Theft Auto, citando a incapacidade de proteger a Propriedade Intelectual (PI) gerada por IA.

  • Zelnick argumenta que a natureza retrospectiva da IA a torna incapaz de criar universos narrativos ricos e originais, resultando em conteúdo "bastante derivado" e, portanto, "muito ruim" para o desenvolvimento de jogos da Take-Two.

  • Apesar da cautela da Take-Two, outras empresas como EA e Microsoft continuam investindo em IA, embora o foco seja em melhorar fluxos de trabalho e não substituir a "centelha criativa" humana, mantendo o lançamento de GTA 6 para maio de 2026.

Apesar de ter defendido publicamente a capacidade da IA generativa de criar empregos, o CEO da Take-Two Interactive, Strauss Zelnick, traça uma linha vermelha quando o assunto é o desenvolvimento de títulos narrativos de alto nível. Segundo Zelnick, a IA não é capaz de produzir a próxima obra-prima como Grand Theft Auto.

Em entrevista à CNBC, a maior preocupação de Zelnick não é apenas a qualidade, mas a propriedade intelectual (PI):

"Temos que proteger nossa propriedade intelectual, mas mais do que isso, temos que estar atentos aos outros. Se você criar propriedade intelectual com IA, ela não poderá ser protegida."

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Para Zelnick, mesmo que todas as restrições técnicas fossem removidas, o resultado da IA seria "bastante derivado" e "nada muito bom". A crítica central reside na natureza "retrospectiva" da tecnologia, que processa informações antigas. Embora isso seja ideal para campos como a pesquisa de doenças, está em total desacordo com a criação de universos narrativos ricos e originais, a marca registrada de franquias como Grand Theft Auto e Red Dead Redemption.

"O que fazemos na Take-Two, qualquer coisa que não esteja ligada a isso [computação retrospectiva], vai ser muito, muito ruim", afirmou Zelnick.

Enquanto a Take-Two adota essa postura cautelosa, outras gigantes do setor avançam com a tecnologia. A Electronic Arts (EA), por exemplo, tem pressionado desenvolvedores para integrar a IA. A Microsoft também investiu na OpenAI, mas insiste que não há um mandato para o uso obrigatório em desenvolvimento de jogos, como observou Greg Hermann, diretor de Halo: Campaign Evolved: "É realmente sobre aquela centelha criativa que vem das pessoas e da melhoria dos fluxos de trabalho gerais".

Enquanto o debate continua, os fãs aguardam o título que certamente será 100% humano: Grand Theft Auto 6 está programado para ser lançado em 26 de maio de 2026, para PS5 e Xbox Series X/S.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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