The Backrooms 1998 e o sentimento de saturação

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Entre sustos previsíveis e mecânicas de sobrevivência, o game entrega uma experiência familiar.

E a febre dos Backrooms continuam!

No dia 20 de fevereiro de 2025, chegou ao mercado o título The Backrooms 1998, sendo ele desenvolvido pelo pessoal da Steelkrill Studio e publicado pela Feardemic. Atualmente o game está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series S/X, Xbox One, Nintendo Switch e PC. Seria este mais uma tentativa falha de aderir a febre dos Backrooms? Vem comigo que eu te conto em uma análise sem spoilers. O texto a seguir foi feito em cima de uma gameplay do Xbox Series S. Em nome do Gamewire, agradeço gentilmente a chave cedida.

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Premissa/Narrativa

Não fugindo muito dos jogos com esta temática, não temos uma premissa elaborada. Por meio de filmagens com atores reais, conhecemos três jovens skatistas praticando suas manobras ao ar livre. Um destes jovens vai saltar por cima do que parece um banco de praça e na sequência cai nos cenários de uma clássica Backroom. A priori ele acredita ser uma pegadinha dos seus amigos, masà medida que vai desvendo os caminhos labirínticos, vai percebendo no buraco terrível onde se meteu.

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Gameplay/Jogabilidade

O sistema adotado é o FPS, onde a movimentação tenta emular a caminhada na vida real (com a cabeça balançando, bem aos moldes de um Bodycam, por exemplo). Temos itens e um ou outro segredos disponíveis espalhados pelo mapa. Já bem cedo somos apresentados ao nosso perseguidor, não fazem questão de escondê-lo visto que ele já estampa a sua capa, é exatamente aquilo ali. O monstro/alienígena não é tão assustador assim, seus passos são bem perceptíveis ao jogador dando uma boa janela de ação para pensar nos próximos passos.

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O que é assustador de fato é o sistema de saves adotado por aqui. Funciona basicamente da seguinte maneira: existirão algumas salas fechadas no meio do labirinto com uma tv desligada, essas tvs servem para salvar o progresso do jogador. A grande questão por aqui, é que uma vez ligada, você não pode utilizá-la uma outra vez, ela estará “perdida” pelo resto da jogatina. E assim você vai avançando até encontrar uma outra desta televisão, agora se você não a encontra e acaba falecendo durante o percurso, volta lá trás perdendo todo o seu avanço pós save (aqui me deu calafrios de fato).

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O jogo usa e abusa de jump scare! Daqueles bem bobos mesmo, usam tanto o artifício que chega a ficar bem feio na real. E o engraçado é que se voltar em uma área (isso na mesma run que falo), ele vai tentar te dar o mesmo susto, sendo que você pode ter passado ali a uns 5 minutos atrás. Não temos combate e o esconde-esconde reina por aqui, o perseguidor é rápido e a simples corrida não é capaz de deixá-lo para trás, nosso protagonista cansa com extrema rapidez.

O que foi pensado pelos desenvolvedores foram os esconderijos, sendo eles feitos de cama, armário e similares. O monstro pode estar basicamente na sua nuca, mas se você entra em um destes pontos ele te deixa lá e acaba indo embora. Mais cedo comentei sobre alguns itens espalhados pelo cenário, gostaria de voltar neste ponto. Eles são basicamente imagens meramente ilustrativas, podemos interagir e vasculhar como um bom Resident Evil, mas nada acontece, feijoada! Um artifício simplesmente solto e que não agrega em absolutamente nada. E quanto ao nosso objetivo? Temos que coletar 6 itens espalhados pelo mapa, (bem-vindo de volta Slender: The Arrival).

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O jogo tenta ajudar com algumas setas desenhadas em algumas paredes, mas se perder durante o percurso é inevitável. O bom disso se que eu posso falar desta forma, é que a cada cenário importante descoberto, vamos ganhando conquistas, fazendo com que este game seja uma excelente escolha para coletar troféus e chegar aos mil 1000g, os popularmente conhecidos como “garapas”.

Direção de arte/Aspectos técnicos

No Xbox Series S não tive nenhum problema com crashs ou travamentos, mas a diferença de gráficos para as outras plataformas são bem sentidas, parece um outro game para ser sincero (convido a todos a darem uma olhadinha nas fotos em sua página da Steam, definitivamente não foi o mesmo game que eu joguei). Agora problemas com paredes sumindo e aparecendo do nada foi a cada esquina, aconteceu com muita frequência!

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Conclusão

The Backrooms 1998 diverte, mas é só mais um dos milhões projetos envolvendo Backrooms. A fórmula/cenário já não me apetece mais, surfaram tanto que acredito que já tenha passado do ponto de saturação, está além. Sua história e o seu mistério não avançam, o seu plot final é interessante, mas não criam uma mística/envolvimento com o jogador a ponto de nos intrigar. É simplesmente jogado, dava para ter trabalhado bem melhor retirando esses milhões de jump scare e trabalhado em roteiro (que não existe aqui né, convenhamos). Como aspecto positivo, destaco o seu áudio, o método de saves e a sua “revelação” final. Como aspecto negativo, sua falta de criatividade em criar uma história e inflar a experiência com jump scare bizonhos e os problemas técnicos com as paredes.

 

nota 06

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Guilherme Scarpelli
MPIlhaOliveira

Games e um pouco de vida social.

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