Heroes of Magic and Steel eleva o deck builder tático
Uma mistura gratificante de combate, progressão roguelike e exércitos de javalis que compensa qualquer repetição.

Sou um amante de deck builders. Gosto da forma como a aleatoriedade me obriga a improvisar e me adaptar a qualquer situação, transformando algo aparentemente inútil em algo extremamente forte através de combinações inesperadas, ou então pegando algo absurdamente forte e vendo aquilo ser completamente inútil porque o resto da build simplesmente não combou.
Heroes of Magic and Steel entrega muito bem essa sensação. O jogo mistura uma ótima fórmula de deck builder com combate tático e alguns traços de roguelike. A cada morte você precisa voltar ao início daquela fase, mas isso não chega a ser frustrante, porque você sempre leva os espólios conquistados para melhorar as cartas dos seus heróis e voltar mais forte para continuar sua aventura.

A história é contada através de quadrinhos que mostram o motivo de você estar naquela região e o que acontece ao finalizar cada fase. Os mapas possuem biomas únicos, com inimigos específicos e habilidades próprias de cada região, o que ajuda bastante a manter a experiência interessante conforme você avança.
Ao concluir as fases de um bioma, você escolhe 1 entre 3 upgrades para os seus heróis, o que abre uma variedade enorme de builds. Considerando que você leva 3 heróis por run e o jogo possui 12 personagens jogáveis, dá para experimentar muita composição diferente.

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Sinceramente, foi muito satisfatório jogar cada fase, dominar as mecânicas de cada herói e entender quais times funcionavam melhor em determinadas situações. Ver meus personagens ficando mais fortes a cada run e perceber que eu estava dominando o jogo aos poucos deu um quentinho no coração.

As animações também são muito bonitas, mas confesso que senti falta de uma opção para acelerar algumas delas. Quando você monta um exército de javalis com umas 20 unidades do seu lado (sim, eu fiz isso e foi extremamente divertido), às vezes demora um pouco até o turno terminar.
O fator repetição funciona bem até certo ponto. Em alguns momentos você quer testar heróis novos, mas como as fases seguem estruturas muito parecidas e a geração dos mapas é fixa, eventualmente a repetição começa a pesar um pouco.

No geral, gostei bastante do jogo e acho que uma nota 8 é bem justa pelo que ele se propõe a fazer e pelo que entrega.
Recomendo fortemente para quem gosta de deck builders, roguelikes e jogos táticos.
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Marcilio Moura
Inh0dark
Sou apenas mais um cara de gosta de quadrinhos, jogos , jiu-jitsu e afins. Tenho um gurizinho e gosto de compartilhar minhas opiniões e escrever.
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