Naughty Dog defende direção criativa apesar das críticas à Intergalactic
Neil Druckmann comenta reações ao protagonista de Intergalactic e reforça que o estúdio mantém o foco em fazer algo de valor.

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PRA RESUMIR |
Desde o lançamento do trailer de estreia de Intergalactic, o mais novo projeto da Naughty Dog, uma certa dose de negatividade paira sobre o jogo — especialmente quanto ao seu protagonista, o caçador de recompensas Jordan A. Munn, interpretado por Tati Gabrielle. Durante uma conversa recente com a Last Stand Media, o diretor Neil Druckmann comentou sobre a recepção controversa e deixou claro que o estúdio está focado no essencial: fazer um grande jogo.
Druckmann destacou que, mesmo com os debates gerados nas redes, a postura da Naughty Dog é de manter a cabeça baixa e seguir trabalhando com convicção. “Não sei se há muito que posso acrescentar a essa discussão, para ser sincero", disse ele. "É só que há coisas acontecendo com a mídia hoje em dia que você simplesmente precisa ignorar. Mantenha-se firme no que acredita e continue criando. É assim que artistas deveriam agir.”
Esse comentário veio na esteira de declarações feitas por Gabrielle, que relatou ter se sentido "expulsa" por conta de sua atuação, algo que a remeteu ao furor causado por The Last of Us Part II. Segundo ela, a reação violenta se deu por ela ser uma mulher negra com a cabeça raspada — fatores que ela sequer notou de início, até ser confrontada com os ataques nas redes. “Eu estou fora do zeitgeist das mídias sociais justamente por isso”, disse. “Mas assim que entrei, Neil disse: ‘Ignore. Não importa o que digam, nós dois vamos criar algo bonito. Algo do qual vamos nos orgulhar.’”
Intergalactic foi revelado oficialmente no The Game Awards 2024, com um trailer que, embora tenha sido visualmente marcante, ofereceu pouco em termos de jogabilidade. Ainda assim, já deu sinais de sua proposta narrativa e de ambientação, com um toque de ficção científica que foge do que a Naughty Dog costuma apresentar.
Desde então, Druckmann tem explicado sua intenção de explorar temas profundos, como fé, religião e solidão. Uma das principais diferenças em relação aos títulos anteriores do estúdio será a ausência de aliados constantes. “Quero que o jogador se sinta perdido, solitário, em um lugar confuso”, explicou o diretor. Essa abordagem visa não apenas criar um clima mais introspectivo, mas também estimular reflexões.
Druckmann deseja que os jogadores mergulhem nas questões existenciais e misteriosas que envolvem o planeta fictício Sempiria, onde a trama se desenrola. “Quem são essas pessoas? Qual é a história delas?”, questiona. “E se ninguém teve notícias desse planeta nos últimos 600 anos, então, para sair daqui, você vai ter que descobrir o que diabos aconteceu.”
Intergalactic está atualmente em desenvolvimento exclusivo para PlayStation 5, mas ainda não tem data oficial de lançamento. Rumores sugerem que o jogo pode não chegar ao mercado nem mesmo no próximo ano.
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
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