Yves Guillemot defende fim dos discos no PlayStation para baratear consoles
Líder da Ubisoft acredita que transição digital total em 2028 ajudará indústria a manter preços de hardware competitivos.

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PRA RESUMIR
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O futuro dos videogames está prestes a abandonar as caixinhas de plástico de vez. Durante uma recente chamada financeira, o CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, demonstrou apoio à decisão da Sony de encerrar a produção de jogos físicos para PlayStation em janeiro de 2028. Segundo o executivo, essa transição é fundamental para conter a escalada de preços dos consoles, que enfrentam pressões constantes devido aos custos de componentes impulsionados pelo boom da Inteligência Artificial.
Questionado sobre o impacto no mercado de jogos usados — que historicamente permite que jogadores revendam títulos para financiar novas compras — Guillemot foi pragmático. Ele comparou o movimento ao que ocorreu no PC, onde o ecossistema digital ajudou o mercado a crescer exponencialmente. Para o líder da Ubisoft, máquinas puramente digitais permitem pontos de entrada mais baratos para o consumidor, algo crucial em uma geração onde analistas já preveem consoles ultrapassando a barreira dos US$ 1.000.
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Entretanto, a comparação com o computador possui ressalvas técnicas. Enquanto no PC existem diversas lojas como Steam, Epic Games Store e GOG, no console a Sony detém o monopólio da PlayStation Store. Além disso, o hardware de PC é independente de gerações, ao passo que o fechamento de lojas digitais em consoles antigos, como vimos no PS3 e PS Vita, ameaça a preservação histórica dos games.
A realidade dos números apoia a visão das publishers, mesmo que contrarie os colecionadores. O analista Daniel Ahmad aponta que, embora 70% dos PS5 vendidos possuam leitor de disco, apenas sete jogos atingiram a marca de 100 mil cópias físicas nos EUA este ano. A transição já foi validada pelo bolso do consumidor: grandes lançamentos como GTA 6 da Rockstar Games chegarão ao mercado exclusivamente em formato digital, custando US$ 80, sem previsão de repassar a economia de logística para o preço final.
Enquanto a Nintendo adota uma estratégia híbrida com o Switch 2, oferecendo versões digitais US$ 10 mais baratas para incentivar a migração, a Sony e a Ubisoft parecem focadas na margem de lucro direta. Sem os custos de fabricação e distribuição física, as empresas lucram significativamente mais por unidade vendida, consolidando o ano de 2028 como o marco definitivo para o fim de uma era no entretenimento doméstico.
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