RPG fiel às raízes: The Outer Worlds 2 prioriza escolhas sem volta

Write a comment

The Outer Worlds 2 aposta em decisões definitivas para fortalecer a experiência de RPG.

PRA RESUMIR

  • The Outer Worlds 2 não permitirá que jogadores façam respec (reestruturação de habilidades), reforçando a fidelidade ao papel interpretado.

  • O diretor Brandon Adler afirma que o objetivo é entregar um RPG consistente, mesmo que isso signifique não agradar a todos.

  • A Obsidian quer que o jogo seja marcante e duradouro, respeitando o tempo do jogador através de escolhas com consequências reais.

O diretor de The Outer Worlds 2, Brandon Adler, comentou em entrevista ao RPG Site sobre a filosofia por trás do novo jogo da Obsidian Entertainment: ele não busca ser um RPG para agradar o maior número possível de jogadores. Segundo Adler, o estúdio está mais focado em “escolher uma pista”, ou seja, assumir uma direção clara de design, em vez de tentar acomodar todas as preferências.

Um dos pontos mais significativos abordados é a decisão de não permitir o respec — a possibilidade de redefinir habilidades e estatísticas após já tê-las escolhido. Para Adler, isso fortalece a experiência de RPG, pois obriga os jogadores a viverem com suas escolhas. Ele acredita que, ao contrário de jogos que permitem alterações infinitas nas builds dos personagens, a proposta aqui é construir uma identidade única e definitiva para o protagonista de cada jogador.

"Quando o jogador pode mudar de estilo o tempo todo, deixando de ser um assassino silencioso para virar um diplomata no diálogo e depois voltar ao combate, ele para de interpretar um papel fixo", explicou Adler. Embora ele reconheça que não há problema algum com esse estilo de jogo, ele deixa claro que não é o caminho escolhido para The Outer Worlds 2.

VOCÊ TAMBÉM PODE SE INTERESSAR

Adler reforça que o foco está em criar um RPG com forte componente narrativo, onde as escolhas sejam levadas a sério. Isso, para ele, também é uma forma de respeitar o tempo do jogador: oferecer reatividade nas decisões tomadas significa que o jogo valoriza cada passo dado, e não o trata como descartável.

"Queremos que o jogador saiba, desde o começo, qual tipo de experiência está prestes a viver", disse o diretor. "Se essa proposta não for do agrado de todos, tudo bem. Mas tentar fazer um jogo que agrade a todos, inevitavelmente, dilui a experiência que queremos criar."

Mesmo admitindo que The Outer Worlds 2 pode não agradar o público geral, Adler ressalta que a Obsidian está comprometida em entregar algo com alma — um jogo que motive o jogador a continuar envolvido por muito tempo. Ele conclui dizendo que nem todo jogo precisa ser universal. Às vezes, é necessário fazer escolhas e seguir por uma trilha mais estreita, porém mais profunda.

O aguardado The Outer Worlds 2 será lançado para PC, Xbox Series X/S e PS5.

Inscreva-se no canal GameWire no YouTube e acompanhe nossos conteúdos e produções de parceiros. Siga-nos também no Facebook, Instagram e X, para ficar por dentro das novidades que preparamos especialemnte para você!

Tem uma dica de notícia ou quer entrar em contato conosco diretamente? Então faça contato através do e-mail Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..

_img-marcos-2.jpg
Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
Escreva um comentário...
ou publicar como visitante
Carregando comentário... O comentário será atualizado após 00:00.

Seja o primeiro a comentar.

Konami Logo

Parabéns! Você habilitou o Konami Code!