Nvidia anuncia DLSS 4.5 com reconstrução de raios de nova geração e IA de ponta para placas RTX
Nova tecnologia utiliza modelo transformer de 2ª geração, promete imagens ultraestáveis com Dynamic Multi Frame Generation e chega em agosto para 27 jogos, incluindo Alan Wake 2 e Cyberpunk 2077.

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PRA RESUMIR
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A gigante do hardware Nvidia anunciou oficialmente a sua nova geração da tecnologia DLSS Ray Reconstruction (Reconstrução de Raios). Esta novíssima iteração técnica trabalhará de forma conjunta com os demais aprimoramentos que estão chegando com o pacote do DLSS 4.5 para oferecer uma qualidade de imagem consideravelmente superior nos jogos, operando de forma otimizada enquanto faz uso das exigentes técnicas de ray tracing e path tracing. De acordo com o comunicado da companhia, o sistema fará uso de um inédito modelo transformer de 2ª geração para alcançar esse nível de fidelidade. A novidade tem o seu lançamento confirmado para todas as GPUs Nvidia GeForce RTX no mês de agosto. Você pode conferir o vídeo de anúncio do recurso logo abaixo.
O DLSS Ray Reconstruction se consolida como uma ferramenta de software que pode ser implementada nos games para impulsionar tanto a qualidade visual quanto as taxas de quadros por segundo (frame rates), sem que os desenvolvedores precisem depender de técnicas manuais de redução de ruído gráfico (hand-trained denoising techniques). A tecnologia faz uso direto de mecanismos de renderização neural (neural rendering) e está totalmente disponível em todas as placas de vídeo da linha GeForce RTX da Nvidia. Esta última versão do recurso foi massivamente treinada nos próprios supercomputadores da Nvidia e mostra-se capaz de gerar pixels de qualidade muito mais elevada em seções de quadros com ray tracing que costumam apresentar ruídos e distorções devido à falta de amostragem dos raios (rays not being sampled).
O grande trunfo dessa atualização do Ray Reconstruction é a sua capacidade de unificar os recursos de denoising com o DLSS Super Resolution em um único modelo unificado, trazendo um ganho massivo de eficiência ao analisar os dados temporais e espaciais do motor gráfico do jogo para criar imagens consideravelmente mais nítidas e estáveis, mantendo os visuais em altíssima fidelidade. O novo modelo vem equipado com um denoiser de alta eficiência que entrega 35% a mais de capacidade de computação e consegue processar 20% mais parâmetros sem apresentar um único engasgo ou perda de desempenho na comparação direta com o modelo anterior.
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Somado a isso, o recurso também constrói suas fundações sobre os upgrades que estão a caminho das GPUs RTX através do DLSS 4.5 Super Resolution, com o modelo apresentando uma percepção espacial muito mais profunda (deeper spatial awareness) em cada cena renderizada. Isso permite que a IA seja muito mais inteligente na maneira como utiliza os dados de pixel e de movimento do motor de um jogo para fins de amostragem. Graças a esse avanço, a tecnologia consegue oferecer uma iluminação consideravelmente mais precisa e melhor estabilidade temporal, acompanhada por movimentos mais claros e suaves em cenas complexas de ray tracing e path tracing.
No momento de sua estreia no mercado, a Nvidia confirmou que o DLSS 4.5 Ray Reconstruction estará pronto para rodar em uma lista de 27 jogos, que inclui títulos de peso como Everspace 2, Alan Wake 2, Crimson Desert, Cyberpunk 2077, DOOM: The Dark Ages, Directive 8020, Star Wars Outlaws, Indiana Jones and the Great Circle, Pragmata, Resident Evil Requiem e Hogwarts Legacy, entre outros nomes da indústria.
Vale lembrar que os recursos iniciais do ecossistema do DLSS 4.5 foram revelados originalmente no mês de janeiro, com o Super Resolution liderando o pelotão em termos de cronograma de lançamento. Naquela oportunidade, a Nvidia também já havia confirmado que haveria outras funcionalidades e aprimoramentos sob o mesmo guarda-chuva de desenvolvimento, incluindo o inovador Dynamic Multi Frame Generation. Esta tecnologia em específico é capaz de oferecer um multiplicador de até 6X sobre as versões anteriores do Multi Frame Generation convencional, que por sua vez alcançava o limite de até 4X.
Além de proporcionar taxas de quadros muito mais fluidas e suaves para o usuário, o Dynamic Multi Frame Generation também é perfeitamente capaz de entregar uma sincronização aprimorada entre a saída de vídeo da placa gráfica e a tela do monitor. Essencialmente, os quadros adicionais do game só são gerados pela inteligência artificial quando eles são realmente necessários de forma prática e caso o display do jogador consiga realmente dar suporte físico a eles. Na prática, isso significa que, se o monitor de um usuário opera em uma taxa de atualização nativa de 144 Hz, o Dynamic Multi Frame Generation não vai ultrapassar esse limite estabelecido às custas de outras considerações de desempenho do sistema. Por fim, grande parte dessas novas funções integradas ao DLSS 4.5 é alimentada por este novo modelo de transformador, que passou por um treinamento severo em um conjunto de dados expandido (expanded dataset) em comparação ao seu antecessor.
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
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