David Jaffe detona revelação de God of War Laufey e afirma que a franquia perdeu sua identidade

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O veterano expressou descontentamento com a nova direção protagonizada por Faye e criticou a estética inspirada em produções da Disney e Marvel.

PRA RESUMIR

  • David Jaffe descreveu God of War: Laufey como um projeto sem inspiração e genérico, comparando o tom do jogo ao de Forspoken.
  • O criador criticou a ausência de Kratos como protagonista e a falta de violência visceral, alegando que a série agora busca um tom de filme da Disney.
  • Jaffe questionou a autonomia de Cory Barlog, sugerindo que o foco em Laufey pode ter sido uma pressão da Sony para capitalizar sobre a marca sem investir em novas IPs.

O anúncio de God of War: Laufey durante o último State of Play de junho de 2026 deveria ser um momento de celebração para a Sony Santa Monica, mas para o criador original da série, David Jaffe, o trailer deixou um gosto amargo. Em uma transmissão ao vivo carregada de críticas, Jaffe não poupou palavras ao descrever o que viu dos quase 20 minutos de gameplay focados em Laufey (Faye), dublada por Deborah Ann Woll. Para o desenvolvedor veterano, o novo título parece ter se distanciado irremediavelmente das raízes brutais que definiram a saga de Kratos no PlayStation.

Durante sua análise, Jaffe comparou o novo jogo diretamente ao polêmico Forspoken, afirmando que o tom de God of War: Laufey é 'tão genérico e sem inspiração' que, se não carregasse o nome da franquia, passaria despercebido pelo grande público. Ele criticou duramente a introdução de elementos que considera infantis, como um misterioso personagem em formato de cubo, descrevendo-o como algo saído diretamente de uma produção da Disney ou da Marvel, o que, em sua visão, dilui a maturidade e a crueza que outrora eram os pilares de God of War.

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A crítica de Jaffe também se estendeu à gestão criativa do estúdio. Embora reconheça o talento de Cory Barlog como escritor e diretor, Jaffe especulou que a liderança da Santa Monica Studio pode estar sob pressão corporativa. Ele sugeriu que Barlog e a diretora do jogo, Ariel Lawrence, podem ter sido 'forçados' a trabalhar dentro do contexto de uma propriedade intelectual existente para garantir retorno financeiro, em vez de receberem orçamento para criar algo totalmente original. 'Parece que se tornou um estúdio de produtores, não de criadores', disparou Jaffe.

Outro ponto de forte insatisfação foi a progressão narrativa iniciada no reboot de 2018. Para o criador original, o arco de evolução de Kratos já havia começado a perder força em God of War: Ragnarök, e agora, com a mudança total de foco para o pós-vida no reino de Everywhen, a identidade da série teria sido completamente sacrificada. Jaffe encerrou seus comentários prevendo um futuro difícil para o título, afirmando que a perda da mitologia identificável e do protagonista icônico fará com que o jogo não atinja as expectativas de vendas e impacto cultural da Sony neste ciclo do PS5.

 

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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