Sony enfrenta impasse judicial com ação coletiva sobre preços digitais
Acordo de US$ 7,8 milhões da Sony é rejeitado por juíza em ação sobre monopólio na PlayStation Store.

|
PRA RESUMIR
|
A Sony buscou encerrar uma ação coletiva nos Estados Unidos ao propor um acordo extrajudicial no valor de US$ 7,8 milhões, que seria distribuído em créditos na PlayStation Store para os participantes do processo. No entanto, a tentativa foi barrada pela juíza federal Araceli Martínez-Olguín, que demonstrou dúvidas quanto à validade e à equidade do acordo.
De acordo com informações da Reuters, a juíza descreveu a proposta como um típico "acordo de cupom", ou seja, uma solução que parece beneficiar o consumidor, mas que favorece desproporcionalmente a empresa acusada. A juíza afirmou que não estava convencida de que o modelo proposto seria justo e solicitou uma revisão dos termos, abrindo espaço para que os consumidores apresentem uma nova proposta.
O centro da disputa legal está nas práticas de preços da Sony e em sua decisão de, desde 2019, impedir que varejistas como GameStop vendessem códigos digitais de jogos para seus consoles. Essa limitação teria criado um monopólio artificial, forçando os usuários a comprarem exclusivamente pela PlayStation Store, onde os preços são mais altos e não há concorrência.
|
VOCÊ TAMBÉM PODE SE INTERESSAR |
Em sua defesa, a Sony argumenta que a proposta de acordo visava apenas evitar os custos e interrupções causadas por processos longos. No entanto, a juíza Martínez-Olguín foi clara ao dizer que qualquer acordo precisa demonstrar que sua estrutura e valor sejam razoáveis e justificáveis para todos os envolvidos.
Enquanto isso, a empresa também enfrenta uma ação coletiva na Holanda, movida pela organização Mass Damage & Consumer, que acusa a Sony de práticas de mercado desleais e de impor restrições abusivas a consumidores e desenvolvedores.
Segundo Lucia Melcherts, presidente da fundação, o problema se agravou com a chegada do PS5 Digital Edition, que não possui leitor de discos e obriga os consumidores a comprarem apenas jogos digitais. Estudos citados pela fundação indicam que, em média, os preços digitais são 47% mais altos que os físicos, mesmo com custos de distribuição bem menores para a Sony.
O processo europeu ainda aponta que desenvolvedores e editoras são forçados a vender exclusivamente pela PlayStation Store, perdendo a liberdade de definir preços e negociar condições. Isso teria causado, segundo o processo, um prejuízo estimado de € 435 milhões à economia holandesa desde 2013.
Mais detalhes sobre o desenrolar do caso europeu devem surgir até o final do ano, quando o processo deve começar formalmente.
Inscreva-se no canal GameWire no YouTube e acompanhe nossos conteúdos e produções de parceiros. Siga-nos também no Facebook, Instagram e X, para ficar por dentro das novidades que preparamos especialemnte para você!
Tem uma dica de notícia ou quer entrar em contato conosco diretamente? Então faça contato através do e-mail
Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
ou publicar como visitante
Seja o primeiro a comentar.
