Anima Gate of Memories: I&II Remaster, um RPG de ação que te desafia a desvendar seus próprios mistérios
História rica e gameplay única, mas com pontos que pedem polimento.

Anima é um jogo bem diferente dentro de seu gênero, visto que não segue à risca a fórmula para action RPGs, seus objetivos não são claros e a história não entregue de bandeja. Precisamos nos atentar aos files que encontramos, descrição de itens e prestar atenção em conversas que temos com NPCs e com o nosso livro, Ergo.

História
Logo no início temos uma breve cutscene nos apresentando alguns conceitos do game como a irmandade de Nathaniel e uma breve explicação sobre nossos protagonistas, A Portadora de calamidades e Ergo, uma entidade tida como maligna e que tentou destruir o mundo, mas que teve seu poder selado em um livro e agora ajuda a irmandade através da portadora. Após isso chegamos a um vilarejo que está sendo atacado e perseguimos uma mulher misteriosa e poderosa que está causando o ataque. Após a encontrarmos e a vencemos em um combate uma figura misteriosa aparece e também nos desafia.

Após a luta com ele ficamos desacordados e aparecemos dentro de uma torre e precisamos desvendar seus enigmas e subir seus andares para chegarmos ao topo e entender o que está acontecendo e durante essa subida conhecemos diversos personagens cada um com seu próprio objetivo e ambição, alguns nos ajudam e a maioria quer nos matar. A história é bem legal e rica, porém eu não gostei de como é apresentada e das cutscenes, que estão mais para slides com balões de fala do que animações em si.
- História rica em detalhes e em lore
- Personagens interessantes
- Cutscenes mal animadas

Gameplay
A proposta do game é nos trazer uma gameplay simples e desafiadora, porém o combate acaba ficando repetitivo em pouco tempo, principalmente no quesito inimigos. No game podemos andar, correr, esquivar, usar magias, realizar combos, tomar decisões em algumas ocasiões, interagir com objetos e inspecionar o cenário, algo que passa desapercebido em vários jogos, mas neste é de suma importância.
Cada um dos protagonistas possui seu próprio estilo de luta e poderes únicos, o que traz uma boa diversidade e dinâmica interessante. Ergo prefere ataques corpo a corpo e magias de curto alcance e consegue lutar contra seres de trevas. Já a Portadora prefere ataques a distância e magias poderosas, além de conseguir lidar com seres de luz. Isso fica claro a medida que progredimos em nossas árvores de habilidade.
O game também possui diversos puzzles e enigmas desafiadores, nos fazendo ler livros, prestar atenção no ambiente e buscar respostas em outras áreas para decifrá-los e então podermos avançar na torre. No início demorei a me acostumar com a gameplay, achei ela travada e lenta, não melhorou muito com o passar do game, mas consegui me acostumar.
- Gameplay diversificada
- Cenário rico e importante
- Inimigos repetitivos e genéricos
- Gameplay lenta
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Gráficos e visuais
Para um remaster feito para a geração atual eu esperava algo mais bonito e mais bem polido. Em certas áreas podemos ver o potencial do game sendo bem aproveitado, porém é algo inconsistente e momentâneo, já que em muitas outras áreas o jogo parece datado e mal polido o que gera estranheza e passa uma certa pressa dos desenvolvedores. Não me afastou do jogo nem me fez querer desistir dele, mas que deveria ter tido mais atenção.
- Algumas áreas são bem feitas e bonitas
- Efeito dos ataques e magias são feios e simplórios

Trilha sonora
Um ponto alto, mas que passa despercebido. A trilha sonora do jogo é boa, apesar de se repetir um pouco, mas o real problema é o volume. Coloquei as configurações de volume no máximo e aumentei o som no meu fone, porém as músicas continuaram bem baixas e mal pude ouvi-las, o que tornou a imersão um pouco abaixo do que poderia ser.
- Trilha sonora transmite
- Volume muito baixo

Qualidade técnica
Muito bem feita, porém com alguns bugs, principalmente em relação aos inimigos que ficam presos em partes do cenário e dificuldade levemente desbalanceada em algumas partes, principalmente em alguns chefes principais que acertam golpes “desonestos” e não dão muita brecha para atacarmos de volta.
Recomendo para fãs de games que não pegam na sua mão, nem te dão tudo mastigado, porém bem balanceado. O jogo é bem divertido e te instiga a explorar cada cantinho, eu não conhecia o jogo original, porém é visível que poderiam ter modernizado um pouco mais os controles, os efeitos e o design dos personagens.
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Ramon
Hardt
Sou apaixonado por jogos desafiadores e jogos de luta, meu objetivo sempre é aproveitar ao máximo o que eu estou jogando
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