Deepest Trench é a nostalgia dos anos 2000 que morre no fundo do mar

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Deepest Trench começa como um filme B de ação que adoramos, mas se perde em um gameplay que afoga qualquer diversão.

Sabe aquele clichê delicioso de filme de ação do começo dos anos 2000? Aquele momento em que um general entra na cabana isolada do herói relutante e diz: "Eu sei que você está aposentado, mas só você pode nos salvar agora"? Deepest Trench começa exatamente assim.

A premissa de uma operação militar secreta na Fossa das Marianas, forçando dois especialistas a trabalharem juntos, é fantástica. Nos primeiros minutos, eu me senti imerso, pronto para uma aventura claustrofóbica e cheia de tensão.

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Mas, infelizmente, essa boa impressão se desfaz mais rápido que um submarino com uma falha estrutural. Aquele sentimento nostálgico é esmagado, não pela pressão da água, mas pela realidade de um jogo que é simplesmente ruim de jogar.

A luta contra os comandos

O maior problema de Deepest Trench não são as criaturas abissais; é a jogabilidade. Em vez de se sentir um especialista em mergulho profundo, você se sente como se estivesse lutando contra a própria interface.

A resposta dos comandos é lenta, como se o personagem estivesse com um lag constante. Mirar uma ferramenta ou nadar por uma passagem estreita se torna um teste de paciência, não de habilidade. Em momentos que deveriam ser tensos, a sua maior preocupação é se o jogo vai ou não registrar o que você está tentando fazer.

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Cooperação que gera discórdia

O jogo é pensado para co-op, mas parece penalizar a cooperação. Existem seções que forçam os jogadores a tarefas interdependentes de uma forma que só gera caos. A ideia de pilotar um veículo em conjunto, por exemplo, soa genial no papel, mas na prática é uma receita para a discórdia, onde ninguém se sente no controle. Em vez de dizer "nós conseguimos!", a frase mais comum entre mim e meu parceiro foi "você está indo para o lado errado!".

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Um mar de monotonia

A exploração, que deveria ser o ponto alto, se torna monótona. A Fossa das Marianas, em 'Deepest Trench', é surpreendentemente... igual. Você passará longos minutos nadando por túneis subaquáticos que parecem idênticos, quebrando a imersão e a sensação de descoberta.

Visualmente, o jogo também não ajuda. Ele tem uma estética que não parece "retrô" de propósito, mas sim "antiga" por acidente, com texturas e modelos que parecem ter vindo de duas gerações de consoles atrás.

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Veredito: Aquele filme que é melhor pular

Deepest Trench é uma grande decepção. Ele tinha a premissa de um filme B divertido e tenso, mas entrega um roteiro fraco e uma direção terrível. É um jogo que confunde dificuldade com controles ruins e cooperação com frustração mútua.

Aquele sentimento inicial de ser um herói dos anos 2000 é afogado por um gameplay que simplesmente não funciona. É uma pena, pois a ideia era ótima.

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Rafael Bastos
ORafaJoga
Um geek e entusiasta da tecnologia, apaixonado por games e cultura pop!
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