Self Delusion: Um pesadelo enigmático em contos eslavos
Self Delusion é um jogo de terror que pega de surpresa e acelera o coração.

Self Delusion foi um jogo que me pegou de surpresa. Desde o nome até a criatura que estampa o card do jogo, tudo me deixava com um ar de mistério e aflição. Eu não sabia o que esperar — e isso já me deixou tenso antes mesmo de apertar Start.
Logo de cara, uma pequena cutscene mostra uma escola pegando fogo e o choro de uma criança. Você acorda numa antiga vila, e em alguns momentos as alucinações começam a aparecer até que chega ao prédio central. Ao entrar, o ambiente muda: de repente, você está num corredor de escola, seguindo o som do sino. Abre uma porta — e voilà: você está numa cabana.
A história é contada em pequenos registros, então se o seu inglês não estiver afiado, prepare o dicionário. É tudo muito no estilo Outlast: pouca cutscene, muita página pra ler e um monte de perguntas na cabeça sobre o que acontece nessa vila peculiar.

Atmosfera
A atmosfera de início é enigmática. Você mexe num urso de pelúcia e, do nada, vê outra criatura no lugar. O visual é simples, mas funciona. A primeira vez que abri uma porta e vi um boneco de palhaço andando e me guiando, fiquei em alerta. E quando abri a porta seguinte e vi uma criatura lá longe, decidi explorar o cômodo com calma (mas o coração estava acelerado). Cada exploração te faz sentir que a casa é um labirinto vivo, imprevisível e sufocante — e a qualquer momento algo pode acontecer.

Som
O som é o ponto-chave aqui. A cabana parece calma… até você escutar o primeiro barulho vindo da esquerda. A mecânica da lanterna é no estilo Amnesia, e quem já jogou sabe: dá medo até de respirar. Mas o momento que me marcou foi quando ouvi um som de respiração e fiz o que qualquer corajoso faria: me escondi no armário. Quando saí — pá! — levei um jumpscare daqueles. Minha alma saiu do corpo. Fechei o jogo e só voltei uma semana depois. Jogar com headphone aumenta tudo: o som, a tensão e a sensação de que algo está atrás de você.

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Jogabilidade
A jogabilidade é boa dentro da proposta, embora eu ache que devia dar pra subir em cima dos móveis (seria ótimo pra fugir). A exploração lembra um pouco Five Nights at Freddy’s: duas peças centrais da mecânica são os bonecos que você coleta e as caixas de fósforo usadas pra acender velas e manter seu lampião aceso. Aqui, não existe correr livremente — é andar normal ou agachado, o que aumenta o peso de cada passo. Dependendo de como você reage a sons altos e sustos repentinos, esse jogo vai fazer seu coração passar por altas aventuras.

Criaturas e Medo
Com pouco tempo de jogo, aprendi uma lição: em Self Delusion, lugares calmos são os mais perigosos. Mas nada me botou mais medo do que o Kolobok — e não, eu também não conhecia. O jogo é ambientado em contos de fadas eslavos, e essa bola com boca e olhos me perseguiu nos pesadelos.
Ainda pior é o Leshy, a criatura que me observava desde o início. Da primeira vez que vi, foi puro desespero. Depois descobri que, se você se aproximar dele em certo momento, ele simplesmente desaparece — mas antes disso, já te faz querer largar o controle.
E o jogo ainda tem um toque de ironia: o Kolobok não pode te matar dentro de um círculo de proteção, mas esse círculo não dura pra sempre. Então corre, filho — e se esconde se puder. Esses dois foram o meu terror noturno.

Conclusão
Não vou dar spoilers dos outros monstros, mas Self Delusion tem finais alternativos, e isso é um prato cheio pros corajosos que gostam de sofrer e descobrir o que mais esse pesadelo esconde. Mesmo no modo fácil, eu entrava em pânico.
Rodei no meu PlayStation 4 e o desempenho foi impecável. Se você é fã de terror psicológico e quer um teste pra saber se o coração tá em dia, Self Delusion é o jogo certo — e vai te deixar pensando duas vezes antes de abrir qualquer porta no escuro.
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Emanoel Silva
Fantasma
Sou apaixonado por jogos com foco em exploração, e entusiasta do horror cósmico e fã declarado de universos como Warhammer — mas é o futuro sombrio e estilizado do cyberpunk que realmente me ganha.
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