The Exit Project é um jogo curto, mas com grandes ideias.

A jogabilidade de The Exit Project: Backstreets é simples, com poucos comandos, mas fica claro que as ideias por trás dela visam prender sua atenção em vez de apenas exigir que você esmague botões. O desafio real surge quando o protagonista dá sinais de que algo está errado, e leva um tempo até você sacar o padrão. Esse aspecto não incomoda, pois evoca a sensação de um jogo de Kojima: você não sabe o que fazer e prefere descobrir sozinho, sem ajuda.

Atmosfera e Ambientação
A ambientação sonora é extremamente bem-feita. Ela transmite a sensação de uma vizinhança que foi dormir, deixando você sozinho na rua. Os barulhos ao redor são quase agradáveis, mas ao mesmo tempo criam uma sensação de vigilância.
Visualmente, o jogo é cativante. A arte brinca com a sua percepção o tempo todo: uma lona que parece esconder um corpo, uma calça largada que de longe se parece com alguém parado, e roupas no varal que enganam a visão. O jogo é mestre em mexer com a sua desconfiança.

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Desempenho e Sustos
O desempenho é ótimo, sem quedas de frames ou bugs graves. O único detalhe que quebrou a imersão foi um manequim que surgiu de repente na porta por onde você ia passar. Embora tenha sido um susto, aconteceu de uma forma pouco orgânica. Teria sido mais impactante se os manequins caíssem do nada ou fossem personagens mais dinâmicos.
Por outro lado, houve um momento genial: ao passar por uma porta, você é pego de surpresa pelo som de uma explosão e caixas voando. Isso funcionou perfeitamente, e a satisfação de finalmente entender o padrão foi imensa. Os corvos te observando e o beco que escurece do nada são detalhes que contribuem ainda mais para o clima de suspense.
Conclusão
The Exit Project: Backstreets é um jogo curto, mas que compensa pela imersão e pelos detalhes visuais e sonoros bem pensados. Ele exige que você preste atenção para ser concluído sem pressa, e é justamente essa característica que o torna tão agradável.
Um pequeno jogo que surpreendeu e provou que, com criatividade, é possível entregar uma experiência intensa sem precisar de um grande orçamento.
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Emanoel Silva
Fantasma
Sou apaixonado por jogos com foco em exploração, e entusiasta do horror cósmico e fã declarado de universos como Warhammer — mas é o futuro sombrio e estilizado do cyberpunk que realmente me ganha.
Menos jumpscares e mais atmosfera tornam ActionCam um clássico instantâneo do terror investigativo.
O trailer do jogo já me chamou a atenção de forma curiosa, então, guiado pela minha intuição de “barata perdida”, fui experimentar Actioncam: Supernatural Case. Se você que está lendo nunca invadiu uma escola abandonada para decifrar mistérios sobrenaturais… bom, sorte sua, porque seria loucura total. 😆
Na primeira vez que iniciei o jogo, a atmosfera do ambiente já me prendeu imediatamente. Mas foi só quando meu perseguidor se revelou e eu descarreguei 6 tiros desesperados que a diversão realmente começou.
Na primeira morte, desliguei o videogame, dizendo “volto depois”. Um bom tempo depois, retornei para encarar a assombração e tive uma das melhores experiências de terror que já joguei. O jogo não se prende a jumpscares baratos; você precisa estar sempre atento aos sons, passos e à forma de driblar a sombra que te persegue, criando uma tensão constante e muito imersiva.

História e Atmosfera
A história gira em torno de uma assombração em uma escola e a morte de uma personagem misteriosa, mencionada apenas em um retrato ao final do jogo. Mas a caminhada até lá é tensa e cheia de suspense.
O jogo exige atenção aos barulhos do ambiente, coleta de munição e planejamento cuidadoso — já que, como diz o ditado, “homem prevenido vale por dois” — e lá estava eu, carregando 135 munições de pistola para me sentir um pouco mais seguro.
Essa combinação de exploração, medo constante e coleta de recursos mantém você sempre atento, criando uma atmosfera de horror autêntico que vai muito além de simples jumpscares.
Arte e Visual
O cenário da escola, com iluminação baixa, imediatamente coloca você no clima de tensão. Cada barulho de cacos de vidro transmite aquela sensação de “merda, não posso fazer barulho”.
Como eu não parava muito para analisar onde era seguro, raramente ficava parado, mas cada duto de ventilação me fazia tomar um fôlego quase tenebroso.
Mesmo os poucos puzzles do jogo carregam tensão, já que você corre o risco de a assombração estar ao seu lado.

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Trilha Sonora e Efeitos Sonoros
No menu, há uma música inicial, mas ao começar a jogatina, o que predomina são os sons do ambiente, o que faz você se concentrar totalmente. Jogar de fone é essencial — isso reduz em cerca de 90% a chance de ser pego de surpresa pelo monstro.
O interessante é que você sabe que ele está distante pelo som, mas quando se aproxima, é impossível distinguir exatamente onde e quão perto ele está. Essa dinâmica cria uma tensão constante e uma experiência de suspense incrível, mantendo você sempre atento e imerso no clima sobrenatural do jogo.

Jogabilidade
Os controles são intuitivos, fáceis de aprender enquanto você avança pelo jogo. Há até um botão de mapa que minha irmã descobriu sem querer, mas eu nunca gravei, então minha experiência foi 100% na loucura.
O jogo te coloca naquele medo constante, com aquele típico pensamento intrusivo de:
“Que porra esse cara foi fazer nessa escola, sendo que tinha um Todinho quente em casa esperando?” 😅
Essa sensação de tensão constante, combinada com a necessidade de prestar atenção nos sons e nos ambientes, faz com que cada momento seja desafiador e imersivo.
O desempenho foi excelente, sem travamentos significativos e apenas alguns bugs menores — nada que tenha prejudicado a experiência. A única situação aconteceu na biblioteca, mas foi tão irrelevante que nem vale mencionar.
Mesmo sendo um jogo relativamente curto, a experiência foi MEGA DIVERTIDA. Ele consegue transmitir desconforto e tensão enquanto você deixa um lugar seguro para correr atrás de evidências, resolver puzzles e lidar com um perseguidor imortal. Essa combinação transforma cada minuto de gameplay em pura adrenalina e imersão.

Conclusão
Actioncam: Supernatural Case é um 10 merecido.
O ponto negativo? Ele acaba rápido. Mas talvez a magia esteja justamente nisso: uma experiência curta e intensa, feita para você aproveitar cada momento de tensão sem exageros.
A sensação de estar sendo seguido, de se sentir indefeso e precisar usar a primeira coisa que encontrar para se defender é pura adrenalina — e é isso que faz o jogo se destacar no gênero de terror investigativo.
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Emanoel Silva
Fantasma
Sou apaixonado por jogos com foco em exploração, e entusiasta do horror cósmico e fã declarado de universos como Warhammer — mas é o futuro sombrio e estilizado do cyberpunk que realmente me ganha.
Da fuga de Zagreus ao encanto dos deuses do Olimpo, Hades prova que até o submundo pode ser viciante e, a espera por Hades 2 fica ainda mais emocionante.

Hades 2 está vindo aí, e para me preparar iniciei novamente uma run no primeiro jogo. A experiência continua sendo tão boa quanto eu lembrava. Recomendo fortemente que todos joguem e aproveitem a promoção disponível na Steam e na Nintendo eShop.
História
A história de Hades é profunda e emocionante, algo raro em roguelikes. Dependendo do nível de exploração, o jogo pode levar entre 70 a 80 horas para alcançar o 100%. Na pele de Zagreus, precisamos escapar do submundo e de seu pai, o próprio Hades. No caminho, revelações sobre sua mãe e a ajuda dos deuses do Olimpo dão mais peso à trama, despertando no jogador a vontade de descobrir cada detalhe.

Gameplay
Este é o ponto mais alto do jogo. Temos mobilidade fluida, com direito a dash para esquivas, projéteis e dois tipos de ataque por arma. São 6 armas principais, todas modificáveis, o que expande o fator replay. Além disso, as bençãos dos deuses tornam cada partida única: Athena pode conceder escudo no dash, Artemis aumenta críticos e projéteis, enquanto Ares oferece o poder da condenação. Essa variedade garante uma jogabilidade personalizável e viciante.

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Gráficos e Visuais
O estúdio foi brilhante na direção artística. O design dos deuses é estiloso, inovador e cheio de personalidade, distante dos clichês hollywoodianos. O estilo cartunesco e surreal é marcante, e os cenários do submundo grego são memoráveis: o Tártaro, Asfódelos, os Campos Elísios e a Superfície. Cada mundo é único em visual e inimigos, mas os bosses principais poderiam ter mais variações.

Trilha Sonora
A trilha sonora é impecável. Cada sala possui uma música própria, criando a imersão perfeita. Assim como nas safe rooms de Resident Evil, o jogador consegue identificar o clima da sala apenas pela música, algo que intensifica a experiência.

Qualidade Técnica
Durante minha gameplay, tive zero bugs. O único problema foi um crash inicial no launcher da Microsoft, mas no jogo em si tudo rodou de forma impecável — algo digno de elogios, especialmente para um título de porte independente.
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Ramon
Hardt
Sou apaixonado por jogos desafiadores e jogos de luta, meu objetivo sempre é aproveitar ao máximo o que eu estou jogando
Uma aventura promissora com personagens cativantes, mas marcada por problemas de desempenho e jogabilidade.

A indústria dos videogames tem recebido grandes lições dos estúdios menores. A cena indie tem crescido e mostrado sua força, lançando títulos que se tornam clássicos instantaneamente. Meu preferido do ano continua sendo Clair Obscur: Expedition 33, então não preciso ir muito além, basta conferir minha análise desse jogo espetacular!
Infelizmente, não posso dizer o mesmo sobre Echoes of The End, da Myrkur Games. Mesmo após alguns patches, o jogo apresentou desempenho desastroso, tornando impossível concluir a experiência sem frustração.
O que há de melhor em Echoes of The End
A proposta é promissora. Aqui acompanhamos Ryn, uma jovem marcada por poderes mágicos que tenta controlar a todo custo. Quando seu irmão é capturado pela nação rival de Reigendal, ela parte em busca de resgatá-lo. Pelo caminho, encontra Abram, um engenhoso e enigmático companheiro, e juntos exploram o mundo de Aema, repleto de criaturas fantásticas, magia e guerras. A narrativa é envolvente, com arcos bem construídos e personagens carismáticos. Ryn e Abram carregam diálogos cheios de química e evolução pessoal que realmente prendem a atenção. O universo, rico em tradição mágica e lendas, lembra até mesmo criações literárias fantásticas.

Visualmente, o jogo impressiona com cenários deslumbrantes que variam entre montanhas, vulcões, florestas geladas e cidades vibrantes. O design de personagens também é notável, com animações faciais expressivas e estética convincente. A dublagem nórdica em inglês adiciona identidade cultural e autenticidade, enquanto os efeitos sonoros reforçam a imersão. A trilha sonora é basicamente uma música de fundo. Ela não é ruim, mas longe de ser memorável. Mas cumpre seu papel para não deixar o jogo no vazio.
Os quebra-cabeças ambientais também merecem destaque. Eles se fundem à exploração de forma inteligente, exigindo saltos, ativação de interruptores e raciocínio estratégico. Alguns puzzles podem ser cansativos, mas no geral, a experiência de resolver desafios é satisfatória e bem planejada. Eu realmente gostei disso.

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Onde os problemas começam
"Mas se o jogo é bom, por que você não chegou até o fim?"



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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Um conto tocante de amizade, esperança e coragem que transforma cada cena em arte e cada nota em sentimento.

Gostaria de começar dizendo que já faz algum tempo desde que joguei Planet of Lana, mas é impossível não trazer de volta as memórias dessa experiência tão especial. Mais do que apenas jogar, foi sentir. Foi se deixar levar por uma obra que, desde os primeiros minutos, mostrou que não seria apenas mais um jogo, mas sim um clássico instantâneo, daqueles que ficam guardados no coração.
Desenvolvido pela Wishfully e publicado pela Thunderful Games, o jogo me conquistou de imediato, com uma história emocionante e um universo que transborda vida e significado.

A força da narrativa
A trama é simples na superfície, mas profunda em impacto: todos os habitantes da aldeia de Lana foram sequestrados por robôs hostis, incluindo sua amada irmã. Movida por amor e determinação, Lana embarca em uma jornada perigosa para resgatá-los. No caminho, ela encontra Mui, uma criatura adorável que se torna sua companheira inseparável.
A relação entre Lana e Mui é de uma ternura única. Juntos, eles enfrentam quebra-cabeças, perigos e inimigos, em um equilíbrio perfeito entre tensão e afeto. É impossível não se emocionar com os laços que surgem nessa amizade, que se fortalece a cada desafio.

Entre lágrimas e sorrisos
Planet of Lana é um daqueles jogos que mexem com quem é mais sensível: faz chorar tanto de tristeza quanto de felicidade. Cada momento da jornada traz viradas que surpreendem, encantam e apertam o coração.
Os quebra-cabeças podem soar repetitivos em alguns momentos, mas cumprem o papel de instigar o jogador, pedindo atenção, paciência e raciocínio. O ritmo do jogo, por vezes mais lento, não atrapalha a experiência – ao contrário, dá espaço para absorver cada detalhe do mundo construído com tanto cuidado.

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Jogabilidade que respeita o jogador
A jogabilidade não traz inovações radicais, mas isso é um acerto. O foco está na experiência: plataformas, furtividade e o uso criativo de Mui para alcançar locais ou solucionar desafios. O jogo não é fácil, mas também não chega a ser punitivo – há momentos em que a repetição se torna necessária, exigindo precisão de timing, e é justamente isso que o torna desafiador na medida certa.

Beleza que emociona os olhos
Os gráficos pintados à mão lembram diretamente as obras do Estúdio Ghibli, com cores suaves e paletas que variam entre tons pastéis e vibrantes. Cada cenário é único, desenhado para transmitir emoção e fazer parte da narrativa. A arte, as animações e os detalhes criam uma atmosfera mágica, que convida o jogador a mergulhar profundamente no mundo de Lana.

Som que fala direto ao coração
Mesmo sem falas, Planet of Lana consegue transmitir emoções com perfeição. O design de som cria um idioma universal que toca de forma visceral. E quando falamos em trilha sonora, não há como não se arrepiar: composta por Takeshi Furukawa (The Last Guardian), a música acompanha cada passo, cada momento de tensão e de esperança. O ponto alto chega nos créditos finais, com a canção interpretada por Siobhan Wilson – um encerramento tão belo que me deixou com lágrimas nos olhos.
Um jogo para guardar na alma
No fim, Planet of Lana é muito mais do que um jogo. É uma experiência cativante, emocionante e inesquecível. Pode não reinventar a roda em termos de mecânicas, mas entrega algo ainda mais raro: um impacto emocional profundo que mistura arte, som, narrativa e jogabilidade em perfeita harmonia.

É o tipo de obra que não se joga apenas com os controles, mas com o coração.
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Uma aventura colorida e nostálgica, mas com escolhas questionáveis e falta de diversidade que prejudicam a experiência.

Candylands Journey é um jogo de plataforma 2D que tenta resgatar o charme da era 16-bits, mas infelizmente falha em alguns pontos.
A narrativa é simples e até um tanto genérica: uma bruxa malvada rouba um cristal colorido de um castelo e desaparece. O jogador assume o controle de uma bruxinha sem nome, que possui o poder de criar bolhas — habilidade usada tanto para derrotar inimigos quanto para superar plataformas. O objetivo é direto: derrotar a bruxa e suas duas irmãs para recuperar o cristal.

A jogabilidade é básica, consistindo em andar para a direita ou subir dependendo da fase, sempre coletando gemas verdes para avançar. O jogo oferece diversas magias — como bolha, fogo, gelo, lua, rosa, coelho, sapo e morcego — mas apenas duas são realmente necessárias para coletáveis, o que gera frustração.

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Para concluir o jogo, é obrigatório pegar todos os coletáveis, mas ao menos é possível revisitar capítulos para completar o que falta. O ponto mais fraco é a falta de diversidade: embora existam vários mundos, os inimigos se repetem quase sempre, com exceção de fases específicas, como o castelo amaldiçoado com caveiras voadoras ou as fases aquáticas com peixes.

A trilha sonora é apenas ok: agradável, mas não memorável. Já os efeitos sonoros cumprem bem o papel.
Apesar de alguns bugs, como atravessar o chão, nada compromete gravemente a experiência. Os desenvolvedores mostraram um trabalho competente.

O visual é simples, mas colorido e com saturação elevada, remetendo claramente aos jogos 16-bits. No entanto, uma decisão polêmica chama a atenção: as personagens femininas possuem física exagerada nos seios, que ficam balançando constantemente — contraste desconfortável, já que o jogo parece voltado ao público infantil e sequer possui balões de fala. Uma escolha que transmite a impressão de que a prioridade dos desenvolvedores estava no lugar errado.
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Ramon
Hardt
Sou apaixonado por jogos desafiadores e jogos de luta, meu objetivo sempre é aproveitar ao máximo o que eu estou jogando
Um tributo apaixonado que mistura nostalgia, ação intensa e a melhor fase da franquia Shinobi.

Desde que Shinobi: Art of Vengeance foi anunciado, fiquei em êxtase, pois sabia que viria algo especial, ainda mais por ser um fã dos clássicos jogos da franquia. A nova aventura de Joe Musashi, líder do lendário Clã Oboro, resgata toda a essência dos clássicos da franquia e a leva a um novo patamar. A ameaça agora é a ENE Corp, liderada pelo insano gênio Ruse, que busca espalhar monstros e medo pelo mundo. Quando a vila Oboro é atacada, cabe a Joe enfrentar generais brutais, dominar novas habilidades e, por fim, pôr fim ao reinado de terror.
A narrativa não reinventa o gênero, mas funciona exatamente como deveria e dá o combustível necessário para manter o jogador imerso do começo ao fim, já que a vingança fica explícita na caçada de Joe Musashi. Onde o jogo realmente brilha é no design de níveis e no combate frenético, criando cenários que são um verdadeiro espetáculo. A cada fase, é impossível não se impressionar com a direção de arte e a variedade de desafios apresentados.

Um Metroidvania que entende seu público
Shinobi assume a estrutura de um metroidvania, mas com soluções inteligentes que evitam a frustração típica do gênero. As áreas bloqueadas são bem sinalizadas, e o mapa marca em roxo os locais secretos que pedem habilidades específicas. Além disso, os pontos de viagem rápida tornam o retrocesso prático e nada cansativo, mantendo a experiência sempre dinâmica.

Combate ágil e evolução constante
O sistema de combate começa simples, mas floresce conforme novas habilidades são desbloqueadas. Os Ningi permitem movimentos clássicos de metroidvania, como escalar paredes, correr ou planar, enquanto as técnicas Ninpo adicionam profundidade e estratégia, trazendo ataques baseados em fogo, água e raio. Misturá-los com combos básicos resulta em sequências de luta espetaculares, dignas de um verdadeiro mestre ninja.
E ainda há o medidor de raiva, que libera o poderoso Ninjutsu. Cada técnica especial, como o devastador Karyu Ninjutsu ou a recuperação vital de Shisui, acrescenta impacto às batalhas mais intensas. Não é um jogo fácil: você vai morrer diversas vezes. Mas esse é exatamente o tempero que dá valor a cada vitória.

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Chefes memoráveis e níveis marcantes
O jogo não decepciona quando o assunto são chefes de fase. Cada um deles possui identidade própria, aproveitando as novas habilidades adquiridas. Além disso, o retorno de níveis “de viagem”, como montar um lobo ou surfar em cenários insanos, reforça o espírito clássico da franquia. É impossível não querer ver qual surpresa espera no próximo estágio.

Uma obra de arte em movimento
A direção de arte é arrebatadora: cenários pintados à mão, paleta vibrante e a perfeita fusão entre a estética tradicional japonesa e o futurismo robótico. A performance técnica é impecável, rodando liso e sem falhas no Xbox Series S. O resultado é uma experiência visual e fluida, como sempre sonhamos ver em um verdadeiro renascimento da franquia.

Trilha sonora digna da lenda Shinobi
Se a parte visual impressiona, a trilha sonora é um deleite à parte. Com a assinatura de Tee Lopez e a participação lendária de Yuzo Koshiro, a música captura a essência da ação ninja com perfeição. O áudio complementa os combates com efeitos sonoros claros e dublagens sólidas, mas é nas melodias de fases e batalhas de chefes que a alma de Shinobi pulsa mais forte.

O retorno triunfal que esperávamos
Shinobi: Art of Vengeance não é apenas um revival; é um dos melhores metroidvanias de ação 2D dos últimos anos. Ele mistura nostalgia com modernidade, oferece desafios à altura e entrega um espetáculo audiovisual inesquecível. Para qualquer fã de ninjas, plataformas e, claro, da franquia Shinobi, este é simplesmente um jogo obrigatório.
Na nossa escala de 0 a 10, Shinobi: Art of Vengeance alcança o topo com maestria. Se houvesse como ultrapassar, este game estaria no ápice.
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Vlad Circus: Curse of Asmodeus entrega uma experiência sombria com história envolvente em pixel art.

Vlad Circus foi uma tremenda surpresa para o ano de 2025. Com uma arte fenomenal em pixel art, história cativante e personagens muito bem escritos, virou com certeza um dos meus jogos indie favoritos.
História
Aqui o jogo começa de uma maneira bem inusitada: começamos mortos e realizando um quick time event para ressuscitar. Ao acordarmos, não lembramos de nada do que aconteceu, mas conforme vamos progredindo no game, encontramos espelhos, que servem como uma viagem ao subconsciente do protagonista Josef Petrescu.
Para quem já jogou o primeiro Vlad Circus, vai reconhecer este nome como o responsável pelo incêndio que destruiu o circo, matou centenas de pessoas e causou estragos irreparáveis. Aqui, no segundo jogo, controlamos Petrescu e conhecemos seu passado até aquela fatídica noite.
Não vou entrar em muitos detalhes para evitar spoilers, mas o plot é sensacional e surpreendente. A história, apesar de curta (levando em torno de 5 horas para alcançarmos o final), é muito imersiva e interessante, tanto que me fez querer comprar o primeiro jogo. Os diálogos são incríveis, não são arrastados e os personagens apresentados se encaixam perfeitamente na obra e no tema aterrorizante que o jogo proporciona.

Gráficos e visuais
O jogo se passa em dois ambientes diferentes: um manicômio e uma cidade do interior norte-americano nos anos 30. Ambos possuem representações incríveis feitas em pixel art, estilo do qual sou muito fã.
A composição dos cenários e o design dos personagens são incrivelmente detalhados e bem-feitos. No manicômio, vemos câmaras de tortura, muito sangue, vísceras, cadáveres e ratos. Já na cidade, encontramos bares, hotéis, lojas, casas e NPCs para interagir.

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Gameplay
A gameplay do jogo é simples, mas funcional. Podemos andar, correr às vezes, interagir com objetos, iluminar ambientes com fósforos, chutar ratos e cacos de vidro e tomar aspirinas para recuperar vida.
A jogabilidade funciona muito bem com o estilo do jogo. Apesar de eu ter achado fácil a parte de combate contra os ratos, os enigmas foram desafiadores e complexos, equilibrando a experiência.

Trilha sonora
Aqui o jogo brilha. Não só a trilha sonora, mas também o design de áudio são pontos fortíssimos. O jogo transmite constantemente um ar de suspense, mistério e desconforto, e o áudio acompanha isso de maneira impecável — mesmo sem ser uma trilha sonora extremamente marcante.

Qualidade técnica
Aqui não há reclamações. Durante toda a minha jogatina, não encontrei nenhum bug ou defeito técnico no jogo.
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Ramon
Hardt
Sou apaixonado por jogos desafiadores e jogos de luta, meu objetivo sempre é aproveitar ao máximo o que eu estou jogando
Uma celebração criativa que redefine o clássico.

Super Mario Odyssey foi meu primeiro jogo no Nintendo Switch. As expectativas estavam nas alturas e, confesso, aquele brilho nos olhos voltou logo nos primeiros minutos de gameplay. A Nintendo pode não ter um console que impressione em poder bruto, mas quando falamos de direção de arte, personalidade visual e criatividade, ela continua sendo uma das maiores do mundo.
História
A trama segue a fórmula clássica de Mario: Bowser sequestra Peach e planeja um casamento forçado. Para isso, ele viaja por diferentes reinos atrás de artefatos, deixando um rastro de caos. Mario, agora acompanhado de Cappy, um chapéu vivo que também perdeu sua irmã para Bowser, parte nessa jornada dimensional para resgatar Peach e restaurar a ordem. É simples, mas eficaz, e serve como pano de fundo para a grande estrela do jogo: a jogabilidade.
Gráficos e arte
O Switch não é referência em performance técnica, mas Odyssey mostra como a direção de arte compensa qualquer limitação. Cada reino tem identidade própria, cores vibrantes e um estilo tão único que a sensação é de estar jogando algo novo a cada mundo, mesmo sendo sempre o mesmo Mario.

Trilha e efeitos sonoros
A trilha sonora é marcante e memorável, com temas que grudam na cabeça e transmitem exatamente a vibe de cada ambiente. Os efeitos sonoros completam a imersão com a mesma qualidade impecável que se espera da franquia.
Gameplay
E aqui está a genialidade do jogo. O sistema do chapéu, Cappy, é uma inovação criativa. Ele dá variedade, novos desafios e amplia as possibilidades de exploração. A mecânica de tomar o controle de inimigos e objetos não é só divertida, mas transforma completamente a forma de jogar. Controlar criaturas gigantes ou elementos do cenário com a marca registrada de Mario é algo que torna cada reino único.
Os controles são extremamente responsivos e o jogo aproveita muito bem as funcionalidades do Switch, seja em modo portátil ou com controles de movimento. A dificuldade, no entanto, é baixa, o que pode deixar alguns jogadores querendo mais.

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Exploração e reinos
Explorar os diferentes reinos é um dos pontos altos. Cada mundo traz um estilo diferente, uma mecânica nova e a sensação constante de surpresa. É impressionante como a Nintendo consegue variar tanto dentro do mesmo jogo. Minha memória mais marcante vem do Reino do Deserto, que transmite aquele conforto especial que só videogames conseguem trazer.
Coletáveis e conteúdo extra
As Power Moons necessárias para progredir são divertidas de caçar, mas buscar todas acaba se tornando exaustivo. O conteúdo pós-jogo também não conseguiu me prender, então a experiência para mim terminou junto com a campanha principal.

Destaques
Não tem como falar de Odyssey sem mencionar New Donk City. É, sem exagero, uma das melhores fases de videogame que já joguei, cheia de personalidade, ritmo e energia.
Acessibilidade e barreiras
Em termos de gameplay, é um título que qualquer pessoa consegue aproveitar, de qualquer idade. Mas vale destacar duas barreiras: o preço alto e a ausência de legendas em português, que podem afastar parte do público.

Desempenho
Mesmo jogando no Switch Lite, a performance foi excelente. FPS estável, distância de renderização competente e gráficos muito bem otimizados dentro do que o console oferece.
Conclusão
Super Mario Odyssey é mais do que um jogo, é uma celebração do que significa ser Mario. Criativo, viciante e cheio de personalidade, é uma experiência que todos deveriam jogar pelo menos uma vez na vida. Mesmo com algumas frustrações, como a baixa dificuldade e um pós-jogo pouco envolvente, o que fica é a sensação de ter vivido algo especial.
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Lucas Ramires
Nashi
PC Gamer CLT que só quer jogar em paz.
Um simulador curioso que mistura simplicidade, desafio e repetição em doses inesperadas.

No início, nada me soou mais curioso do que um simulador peculiar como esse. O nome chamativo foi justamente o que me fez dar uma chance. Por se tratar de um simulador, não temos uma história definida, então o foco aqui é totalmente nas mecânicas do começo ao fim. Minha experiência foi bem sólida, rodando sem problemas no PS4.
Você começa com algo simples: uma esteira e algumas caixas de papelão para contar e empacotar o dinheiro. Esse processo inicial de desempacotar, contar e despachar foi o que mais me divertiu, já que cada pedido vinha com uma quantia específica. Conforme o jogo avança, novas máquinas e opções de bolsas vão sendo desbloqueadas, e a experiência que parecia simples começa a ficar mais complexa — e aí vem a parte realmente desafiadora.

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O detalhe é que, como é um jogo single player, essa diversão inicial começa a perder o ritmo quando você já tem muita maquinaria disponível. Se houvesse um modo cooperativo, com um segundo jogador para dividir as tarefas, o que já era divertido ficaria ainda mais interessante. Outro ponto é o galpão: ele vai crescendo conforme você sobe de nível, mas pessoalmente não senti tanta necessidade de expandi-lo demais, já que a jogabilidade não muda tanto.

A trilha sonora, infelizmente, entra como ponto negativo. No começo ela até ajuda a manter o clima, mas rapidamente se torna repetitiva, cansando depois de algumas horas de jogatina. Isso foi frustrante, já que o jogo tem uma proposta divertida, mas acaba se tornando meio sonolento. Outro detalhe que atrapalha um pouco é a falta de diferenciação entre os pedidos: com dois simultâneos dá para gerenciar bem, mas quando aparecem três ou mais fica fácil se perder e acabar cancelando algum para não se atrapalhar.
Apesar desses problemas, eu adorei Money Laundering Simulator. A repetição da música e a saturação no fim tiraram um pouco do brilho, mas no geral é um jogo que me deixou satisfeito e me divertiu bastante. É perfeito para aqueles momentos em que você quer jogar algo leve enquanto conversa com os amigos.
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